Assassinatos no campo batem recorde no Brasil | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 16.04.2018
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Brasil

Assassinatos no campo batem recorde no Brasil

Segundo dados da Comissão Pastoral da Terra, 70 pessoas morreram em conflitos agrários no ano passado. Esse é o maior número registrado desde 2003.

Fazenda no Pará

Pará foi o estado com o maior número de assassinatos em conflitos agrários no ano passado

O número de mortes em conflitos agrários no Brasil no ano passado aumentou 15% em relação a 2016 e o foi o maior dos últimos 14 anos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16/04) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). No total, 70 assassinatos em conflitos de campo ocorreram em 2017.

O maior número de assassinatos foi registrado no Pará, onde 21 pessoas foram mortas. O estado é seguido por Rondônia, com 17 homicídios, e pela Bahia, com 10 assassinatos. A maioria das vítimas são trabalhadores rurais, sem-terra, indígenas, quilombolas, posseiros, assentados e pescadores.

Dos homicídios registrados em 2017, 28 ocorreram em massacres, o que corresponde a 40% do total. Entre os massacres, a CPT destacou o assassinato de dez trabalhadores rurais sem-terra em maio de 2017 em Pau d'Arco, no Pará. Nove homens e uma mulher foram mortos numa ação das polícias Militar e Civil do Estado.

A Pastoral afirmou ainda que o número de mortes de 2017 pode aumentar, caso seja confirmado pelo Ministério Público Federal no Amazonas o assassinato de ao menos dez indígenas no Vale do Javari, que teriam ocorrido entre julho e agosto.

A CPT destacou no informe que desde 2003, quando 73 mortes ocorreram em conflitos agrários, a violência no campo não era tão grande como no ano passado. Desde 2013, o número de homicídios em conflitos agrários vem crescendo constantemente no país. Em 2015, foram 50 e em 2016, 61 homicídios.

A Pastoral afirmou ainda que a "impunidade é um dos pilares mantenedores da violência no campo”. Entre os anos de 1985 e 2017, 1.904 pessoas foram mortas em conflitos no campo. No entanto, apenas 113 casos foram julgados, o que corresponde a 8% do total. Neste período, 31 mandantes dos assassinatos e 94 executores foram condenados.

CN/efe/ots

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