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As principais notícias sobre a pandemia de covid-19 (19/05)

20 de maio de 2020

Brasil registra mais de mil mortos por covid-19 em 24 horas. Trump avalia proibir voos do Brasil aos EUA. Recuo da economia alemã pode chegar a 10%.

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No Brasil, covid-19 poderá gerar maior crise econômica da história, avaliam economistas
No Brasil, covid-19 poderá gerar maior crise econômica da história, avaliam economistasFoto: Reuters/A. Perobelli

Resumo desta terça-feira (19/05):

  • Mundo tem mais de 4,87 milhões de casos, 321 mil mortes e 1,67 milhão de recuperados
  • Brasil registra 271.628 infecções, 17.971  óbitos e 106.794 recuperados 
  • Diretor da Anvisa testa positivo para covid-19
  • Trump ameaça tirar EUA da OMS.
  • Economia alemã deve recuar ao menos 10% em 2020, prevê Câmara de Comércio

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

19:45 - Brasil ultrapassa marca de mil mortes por covid-19 em 24 horas

O Brasil voltou a bater seu recorde de registro de mortes por covid-19 em um período de 24 horas. Nesta terça-feira, o país contabilizou 1.179 óbitos, elevando o total para 17.971, segundo o Ministério da Saúde.

No mundo, apenas os EUA, Reino Unido, China e França chegaram a contabilizar mais de mil mortos em um dia, segundo o dados da Universidade Johns Hopkins. Espanha e Itália chegaram a registrar números próximos de mil por dia em março e abril.

O recorde anterior no Brasil havia sido de 881 mortes em 12 de maio. 

O número de casos confirmados da doença também saltou de 254.220 para 271.628, com 17.408 novos registros nas últimas 24 horas – outro recorde diário. O país vem registrando mais de 10 mil novos casos por dia desde 8 de maio. 

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19:02 - Câmara aprova uso obrigatório de máscara em locais públicos

A Câmara Federal aprovou nesta terça-feira o texto-base de um projeto de lei que obriga o uso de máscaras em locais públicos em todo o Brasil. 

O texto inicial previa uma multa de até R$ 300 para quem desrespeitasse a medida, ou o dobro, em casos de reincidência, mas, depois da aprovação de um destaque, ficou decidido que a penalidade deverá ser estipulada por estados e municípios. 

Pelo projeto, máscaras serão obrigatórias para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público, vias públicas e transportes públicos. 

O texto ainda obriga os órgãos públicos e empresas autorizadas a funcionar durante a pandemia a fornecer aos funcionários máscaras de proteção individual e outros equipamentos de proteção quando o estabelecimento funcionar atendendo ao público. 

O projeto foi aprovado em votação simbólica, sem contagem de votos. O texto segue agora para o Senado.

18:30 - Trump avalia proibir voos do Brasil aos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que avalia a possibilidade proibir a entrada de passageiros provenientes do Brasil, país que possui oficialmente a terceira maior quantidade de casos de covid-19 no mundo. 

"Estamos considerando isso", disse Trump a jornalistas. "Não quero pessoas vindo para cá e infectando nosso povo. Também não quero que as pessoas fiquem doentes por lá", disse. O presidente ainda acrescentou que os EUA estão "ajudando o Brasil". "Estamos ajudando o Brasil com respiradores. O Brasil está tendo problemas, não há dúvida sobre isso", finalizou.

O presidente já havia sugerido que poderia suspender voos do Brasil em 28 de abril. Na ocasião, ele disse que o país sul-americano passava por um "surto sério".

"O Brasil tem um surto sério, como vocês sabem. Eles também foram em outra direção que outros países da América do Sul, se você olhar os dados, vai ver o que aconteceu infelizmente com o Brasil", disse na ocasião. 

16:46 - Diretor da Anvisa testa positivo para covid-19

O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, foi diagnosticado com covid-19. O anúncio foi feito pelo próprio diretor nesta terça-feira, durante uma videoconferência com parlamentares.

Brasilien Protest
Barra Torres esteve no protesto de 15 de marçoFoto: AFP/S. Lima

"Na semana passada apresentei sintomas gerais que inicialmente não me fizeram suspeitar da covid-19, entretanto, devido à intensidade e persistência (dos sintomas), passei por consulta médica e o diagnóstico, naquela época hipotético, foi lançado. Entrei em isolamento social, conforme prescrição médica. Efetuadas as testagens, na última sexta eu tive o resultado positivo pelo RT-PCR para a covid-19”, disse o diretor da Anvisa.

Nomeado para o cargo em julho de 2019, Barra Torres é um aliado do presidente Jair Bolsonaro e chegou a ser cotado como um possível substituto de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde. Em 15 de março, quando a pandemia de coronavírus já espalhava pelo país, Barra Torres compareceu a um ato antidemocrático de apoiadores do governo ao lado de Bolsonaro em Brasília. Na companhia de Barra Torres, Bolsonaro se aproximou dos apoiadores, fez selfies e tocou as mãos de várias pessoas. 

Na ocasião, o Ministério da Saúde já havia emitido medidas de isolamento social e vinha desestimulando aglomerações. 

15.14 - Membros da OMS concordam em lançar investigação sobre resposta à covid-19

A Assembleia Mundial da Saúde, órgão decisório da Organização Mundial da Saúde (OMS), aprovou nesta terça-feira uma resolução para iniciar uma investigação da resposta global à pandemia de coronavírus, inclusive sobre o papel do organismo ligado à ONU. A resolução não enfrentou objeções dos 194 Estados-membros da assembleia.

A resolução, aprovada durante a conferência anual da OMS, foi patrocinada pela União Europeia. Em uma declaração em nome do bloco, a UE solicitou uma "avaliação independente e abrangente" da resposta internacional à pandemia.

Por outro lado, a UE manifestou apoio à OMS na terça-feira depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar cortar o financiamento do seu país ao organismo, desta vez permanentemente.

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14:30 - Com 545 novas mortes, Reino Unido supera marca de 35 mil vítimas da covid-19

O Reino Unido registrou nesta terça-feira 545 novas mortes por covid-19, chegando até o momento um total de 35.341 vítimas.

Após registrar no último domingo e na segunda-feira os número mais baixos de mortes diárias desde março – 170 e 160 óbitos, respectivamente –, o balanço oficial registrou um significativo aumento hoje, quando 2.412 novos casos também foram detectados.
Na entrevista coletiva diária para relatar as medidas do governo contra o novo coronavírus, o ministro do Meio Ambiente, George Eustice, informou que 89.784 testes foram realizados ontem no país.

No total, durante a crise da saúde, aconteceram quase 55 mil mortes acima da média no país, das quais cerca de 25% não parecem diretamente relacionadas ao coronavírus, disse o chefe de análise de saúde do Escritório Nacional de Estatística britânico (ONS, sigla em inglês), Nick Stripe.

Os dados da agência de estatística britânica divulgados hoje sugerem ainda que mais de 11,6 mil pessoas morreram em casas de repouso nesta crise de saúde, alimentando críticas à administração do governo do primeiro-ministro Boris Johnson.
A oposição trabalhista no Parlamento acusou o governo de ter agido lentamente para tomar medidas nesses centros e de ter priorizado planos para evitar a saturação de hospitais.

O ministro da Saúde, Matt Hancock, argumentou que a porcentagem de mortes em asilos é maior em outros países europeus e garantiu que seu governo está determinado a fazer tudo "humanamente possível" para proteger os lares de idosos.

11:40 - Vendas de automóveis têm queda histórica na Europa

As vendas de automóveis na Europa tiveram uma queda histórica em razão da pandemia de covid-19, segundo números publicados pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea). No mês de abril, em torno de 270 mil veículos foram vendidos nos países da União Europeia (UE), em comparação com 1,14 milhão que foram comercializados no mesmo mês no ano anterior, o que representa uma queda de 76,3%.

"O primeiro mês cheio com a imposição de restrições por causa da covid-19 resultou na queda mensal mais forte da demanda por automóveis desde o início dos registros", afirmou a associação, com sede em Bruxelas.

A indústria automobilística é um setor fundamental da economia alemã, empregando 850 mil pessoas e responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O grupo Volkswagen, proprietário da Audi, Porsche, Skoda e outras marcas, afirmou que a queda nas vendas de seus produtos na Europa foi de 61% em abril.

O registro de novos automóveis já havia caído 55,1% em março. Entre janeiro e abril, as vendas caíram em mais de um terço, o que deixa poucas esperanças de uma recuperação ainda este ano.

No mês de abril, as vendas em todos os países sofreram perdas na casa dos dois dígitos, com Itália e Espanha registrando as piores quedas (97,6% e 96,5%, respectivamente), segundo dados da Acea. Os dois países, que estão entre os mais atingidos pela pandemia, passaram semanas sob medidas rígidas de confinamento, com a indústria e o comércio fechados. Fora da União Europeia, o Reino Unido teve queda de 97,3% nas vendas de automóveis. 

Os setores automobilísticos na Dinamarca e na Suécia tiveram melhor desempenho, mas, ainda assim, sofreram quedas de mais de um terço nas vendas.
 
Os dados da Acea revelam que os fabricantes que sofreram os maiores prejuízos foram os que integram o grupo FCA, que inclui Fiat, Chrysler, Jeep e Alfa Romeo, com diminuição de 87,8% nas vendas. Os que sofreram as menores quedas foram a BMW, Mitsubishi e Volvo, com números aproximadamente dois terços abaixo dos registrados no ano anterior. 

14:35 – Cidade no nordeste da China vive surto de covid-19

Autoridades chinesas colocaram sob lockdown a cidade de Shulan, uma das maiores do nordeste do país, após a eclosão de um novo surto de covid-19. Foram impostas medidas de confinamento semelhantes às adotadas anteriormente em Wuhan, onde teve início a pandemia do novo coronavírus.

Todos os complexos residenciais da cidade de 700 mil habitantes foram isolados. Apenas uma pessoa de cada residência pode sair durante um período de no máximo duas horas a cada dois dias para atividades essenciais. 
Na semana passada, Shulan foi classificada como de alto risco após novos casos de covid-19 serem registrados em conexão a uma mulher sem histórico conhecido de viagens ou de exposição ao vírus. Escolas e demais espaços públicos foram fechados, e o transporte público, suspenso.

Nesta segunda-feira, porém, as restrições foram ampliadas, com o jornal China Daily se referindo à cidade como "o mais recente ponto crucial pandêmico do país". Segundo o jornal, centenas de pessoas estão sob quarentena, e a vida cotidiana não deve retornar à normalidade durante semanas.

Nesta terça-feira, autoridades da província de Jilin informaram que a cidade de Jiaohe, nas proximidades de Shulan, também atravessa "circunstâncias graves" que levaram à suspensão do transporte público interno e com as localidades vizinhas.

O nordeste da China, que faz fronteira com a Rússia e Coreia do Norte, se tornou uma região de grande preocupação, com infecções que parecem ter vindo dos países vizinhos e se espalhado pelas comunidades locais.

A medidas de confinamento na região entraram em vigor no momento em que Pequim sinaliza o relaxamento em alguns controles de fronteira a partir da próxima quinta-feira, em meio às preparações para seu mais tradicional evento político, o congresso do Partido Comunista, que havia sido adiando em razão da pandemia. 

07:19 - Economia alemã deve recuar ao menos 10% em 2020, prevê DIHK

A Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK) estima que a economia alemã sofrerá uma contração de ao menos 10% neste ano. A previsão é mais grave que a do governo alemão, que também espera uma recessão recorde, mas com recuo de 6,3% neste ano. 

Um levantamento feito pela entidade entre 4 e 6 de maio aponta que ao menos 75% de 10 mil empresas do país pesquisadas antecipam algum tipo de prejuízo. 

A economia alemã depende em grande parte do comércio exterior. Segundo Eric Schweitzer, presidente da DIHK, um em cada dois empregos na indústria alemã é diretamente dependente de exportações.

"As empresas alemãs enfrentam seu maior desafio desde o fim da Segunda Guerra Mundial", avaliou Schweitzer, apontando que muitas enfrentam problemas graves de liquidez. 

Dados do Departamento Federal de Estatísticas (Destatis) divulgados na semana passada apontam que a economia alemã recuou 2,2% no primeiro trimestre deste ano em relação ao período anterior – a maior contração trimestral registrada desde a crise financeira de 2008/2009 e a segunda maior desde a Reunificação do país, em 1990.

06:40 - Trump ameaça retirar Estados Unidos da OMS

O presidente Donald Trump ameaçou retirar os Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e suspender indefinidamente as contribuições financeiras de seu país á entidade no prazo de 30 dias, em razão do que considera uma dependência do organismo em relação à China.

"Se a OMS não se comprometer com melhorias significativas nos próximos 30 dias, tornarei a suspensão temporária de fundos à OMS permanente e reconsiderarei a nossa participação na agência", disse o presidente em carta enviada ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, compartilhada pelo americano em seu perfil no Twitter nesta terça-feira.

No documento de quatro páginas, que contém uma série de reclamações em relação à gestão da pandemia de covid-19 por parte da OMS e da China, Trump ressalta que seu país já teria iniciado "conversações sobre como reformar a organização" com o diretor da entidade e disse que "não há tempo a perder". "É necessário agir rapidamente", acrescentou.

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06:29 - Brasil caminha para sua maior crise 

O clima de "agora vai" em relação à economia brasileira que se viu no começo do ano, especialmente por parte do mercado, se esvaiu no ritmo da subida da curva de mortos pela covid-19. Se antes da pandemia já havia quem olhasse cético para a recuperação da economia do país, queem 2019 avançou 1,1%, agora já não há dúvidas de que o Brasil vai afundar em 2020 e, possivelmente, também em 2021. 

Esta não será, no entanto, só mais uma crise. Para economistas entrevistados pela DW Brasil, pode ser a pior que o país já viveu. Isso porque ela surge em um momento no qual tentava-se retomar o crescimento, ou seja, com uma economia ainda cambaleante e meio à instabilidade política. Além disso, não será possível contar com o setor externo, também severamente afetado pela pandemia. 

A soma da perspectiva econômica ruim e da instabilidade política fez a consultoria Gavekal Research comparar o Brasil a um prédio em chamas no seu relatório para investidores da última semana. "Neste momento, é melhor deixar o Brasil para o especialistas, malucos, oportunistas de longo prazo e aqueles sem outras opções", diz o texto assinado pelo economista Armando Castelar.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,3%, enquanto a mais recente previsão do governo é de recuo de 4,7%. Quaisquer desses números já representam a pior retração desde 1901, quando começou o levantamento mais confiável do indicador. Até hoje, o maior declínio foi de 4,35%, em 1990.

Combinação de instabilidade política com catástrofe sanitária ameaça ser explosiva para uma economia já cambaleante. Números e projeções apontam que esta não será apenas uma recessão, mas a maior que o país já viveu.

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Resumo de segunda-feira(18/05):

  • Relaxamento de restrições contra covid-19 avança na Europa
  • Índia estende lockdown
  • Japão entra em recessão em meio à pandemia
  • Número diário de mortes por covid-19 fica abaixo de 100 na Itália pela 1ª vez desde 9 de março
  • Trump diz que está tomando hidroxicloroquina
  • Testes de vacina contra covid-19 têm resultado positivo nos EUA
  • Merkel e Macron propõem fundo de 500 bilhões de euros

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