As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (24/05) | Notícias internacionais e análises | DW | 24.05.2020
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Coronavírus

As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (24/05)

"New York Times" dedica primeira página às vítimas nos EUA, que se aproximam de 100 mil. Número de infectados em culto na Alemanha passa de 100. Argentina estende quarentena até 7 de junho.

Capa da edição deste domingo do New York Times, dedicada às vítimas da covid-19 nos EUA

Capa da edição deste domingo do "New York Times", dedicada às vítimas da covid-19 nos EUA

Resumo deste domingo (24/05):

  • Mundo tem mais de 5,3 milhões de casos e 342 mil mortes; 2,1 milhões se recuperaram
  • Brasil tem 347.398 casos e 22.013 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • EUA têm 1.127 mortes por coronavírus em 24 horas
  • New York Times dedica primeira página inteira às vítimas da covid-19 nos EUA
  • Acusação de Trump de que coronavírus surgiu em laboratório de Wuhan é "pura ficção", diz diretora
  • Com 153 mortes em 24 horas, Rússia bate recorde diário de vítimas
  • Argentina estende quarentena até 7 de junho

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

18:17 – EUA devem proibir voos do Brasil, diz assessor de Trump

Os Estados Unidos provavelmente vão impor restrições de viagem ao Brasil neste domingo (24/05), disse o consultor de segurança nacional da Casa Branca, dois dias após o país sul-americano assumir a segunda posição no mundo em casos de coronavírus.

O conselheiro de segurança nacional, Robert O'Brien, disse ao programa Face the Nation, da rede CBS, acreditar que haverá uma decisão neste domingo sobre suspender a entrada de viajantes que chegam do Brasil.

"Acredito que hoje teremos uma nova decisão em relação ao Brasil, como fizemos com o Reino Unido, Europa e China. Esperamos que seja temporário, mas, devido à situação no Brasil, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger o povo americano", disse O'Brien.

Leia a notícia completa

16:00 – Itália tem menor número de novos casos de infecção dos últimos 6 dias

A Itália registrou neste domingo 531 casos a mais de infecção pelo novo coronavírus, a quantidade mais baixa dos últimos seis dias, segundo dados divulgados pela agência de Defesa Civil do país, que também indica uma redução de pessoas atualmente contaminadas.

Além disso, nas últimas 24 horas, foram notificadas 50 mortes no território.

De ontem para hoje, não há dados sobre casos e óbitos da Lombardia, a mais afetada na Itália durante toda a pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. De acordo com as autoridades locais, no entanto, não houve falecimentos a mais na região.

Atualmente, são 56.594 casos considerados ativos, ou seja, de pessoas atualmente infectadas. Isso significa que são 1.158 registros a menos do que na véspera, o que indica um alívio na pressão nos hospitais, que ficaram à beira do colapso.

Deste grupo, 84% está isolado em casa, com sintomas leves ou assintomáticos. Além disso, 8.613 estão hospitalizados, sendo que 553 estão internados em unidades de terapia intensiva, 19 a menos que ontem.

Nesse contexto, a Itália segue em processo de relaxamento das restrições sociais e econômicas, já que desde 10 de março iniciou a possibilidade da população se movimentar pelas regiões que vivem.

Desde segunda-feira, bares e restaurantes estão abertos, e a população pode circular livremente dentro da própria região (equivalente aos estados). Antes, a movimentação era limitada ao trabalho, compra de itens essenciais, visita à parentes e prática de esportes.

15:40 – Espanha registra 70 mortes por covid-19

Ministério da Saúde da Espanha divulgou neste domingo que foram registradas 70 mortes em decorrência da covid-19. O número representa uma alta na comparação com a véspera, em que o acréscimo foi de 48.

Apesar do aumento, pelo oitavo dia consecutivo o número de mortes no país fica abaixo de 100. No total, 28.740 pessoas perderam a vida desde o início da pandemia.

Ainda de acordo com as autoridades locais, o número de novos casos de infecção foi de 246 - 115 a menos que ontem -, elevando a quantidade na Espanha para 235.772.

De ontem para hoje, a maior quantidade de mortes registradas foi na Catalunha, com 31, seguida por Madri, com 21.

Hoje, o ministro da Saúde, Salvador Illa, garantiu a fixação do prazo de 14 dias para que todo o território do país entre em uma próxima fase de relaxamento de medidas, mas que esse período pode ser encurtado, diante dos índices de contágio.

Nesta segunda-feira, as cidades de Madri e Barcelona são duas que entrarão na primeira etapa, com a reabertura dos pequenos estabelecimentos comerciais, permissão para reuniões familiares e de amigos, com até dez pessoas, além de autorização de presença de pessoas em varandas de restaurantes e bares.

Além disso, hotéis poderão funcionar, sem que as áreas de convivência sejam abertas.

14:45 – Toffoli é hospitalizado com suspeita de coronavírus

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, deve ficar afastado por pelo menos sete dias após apresentar sintomas de covid-19. No sábado, o ministro passou por uma cirurgia para retirada de um abscesso. Após o procedimento, ele apresentou sinais de infecção pelo novo coronavírus e permanecerá internado para monitoramento. 

Na última quarta-feira, Toffoli fez um exame para covid-19, mas o resultado havia sido negativo, segundo o STF.

O ministro Luiz Fux vai assumir interinamente a presidência do STF enquanto Toffoli estiver afastado.

Confira a nota divulgada pelo STF:

"O Senhor Ministro Dias Toffoli foi hospitalizado no sábado, 23, para drenagem de um pequeno abscesso. A cirurgia transcorreu bem e na noite do mesmo dia, o Ministro apresentou sinais respiratórios que sugeriram infecção pelo novo coronavírus, devendo permanecer internado para monitorização. No momento, o Ministro está bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos. Na última quarta-feira, 20, o Ministro foi submetido a teste diagnóstico para o novo coronavírus, que foi negativo."

13:40 – França pede que cidadãos evitem viagens para fora do país

O governo da França pediu a seus cidadãos que não façam viagens para o exterior neste verão e recomendou que eles tirem férias dentro do próprio país, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Elisabeth Borne.

Mais cedo neste mês, o presidente Emmanuel Macron já havia dado como improvável que os franceses pudessem realizar grandes viagens ao exterior durante o verão na Europa, e mesmo as viagens para outros destinos europeus talvez precisassem ser limitadas para reduzir o risco de uma nova onda de contágios por coronavírus.

Borne, em entrevista à rádio France Inter, também disse que na próxima semana o governo decidirá sobre a possibilidade de afrouxar as regras sobre viagens domésticas francesas, atualmente limitadas a no máximo 100 quilômetros de casa.

Ela disse que os parques de Paris devem permanecer fechados por enquanto, já que a capital ainda é uma "zona vermelha" para a circulação do vírus, segundo a agência Reuters.

13:20 – Número de infectados em culto na Alemanha já passa de 100

O número de pessoas diagnosticadas com covid-19 após um culto em uma igreja batista em Frankfurt, na região central da Alemanha, já passa de 100, informaram autoridades do estado de Hessen neste domingo.

O culto foi realizado há duas semanas, logo depois de o governo alemão ter flexibilizado as medidas de contenção anticoronavírus, incluindo a reabertura de templos religiosos.

O secretário da Saúde de Hessen, Kai Klose, afirmou que 107 fiéis que vivem em Frankfurt e nas proximidades já testaram positivo para o vírus até o momento.

"Essa situação mostra o quanto é importante para todos nós, especialmente durante o afrouxamento [das regras], permanecer vigilantes e não se descuidar. O vírus ainda está aqui e quer se espalhar. Nossa melhor proteção comum é observar as regras de higiene, distância e proteção da boca e do nariz", afirmou Klose.

Após o episódio, a comunidade batista de Frankfurt suspendeu todos os eventos religiosos, e os cultos voltaram a ser transmitidos digitalmente, como vinha sendo feito antes das restrições terem sido relaxadas no início de maio, em meio à queda nas taxas de contágio.

12:40 – Trump é criticado por jogar golfe em meio à pandemia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou controvérsia após aparecer jogando golfe em plena epidemia de coronavírus, que já deixou quase 100 mil mortos no país. Os EUA são a nação mais afetada em números absolutos, com mais de 1,6 milhão de casos confirmados.

Trump deixou a Casa Branca no sábado e se dirigiu ao clube Trump National em Sterling, Virginia, em sua primeira visita a um campo de golfe desde 8 de março.

A imprensa americana registrou imagens do presidente vestindo boné, camisa branca e calça escura no campo. Nem ele nem seus três parceiros de golfe usavam máscaras de proteção. Em certo momento Trump chegou a apertar a mão de um dos colegas de jogo. 

A assessora sobre coronavírus da Casa Branca, Deborah Birx, disse na sexta-feira que esportes como o golfe poderiam ser praticados com segurança se houvesse distanciamento social e os jogadores não tocassem bandeiras. Mas ela também alertou que as taxas de contágio na região de Washington seguem muito altas.

Trump, que busca encontrar uma saída rápida para a crise do coronavírus enquanto enfrenta uma árdua disputa pela reeleição, aumentou a pressão sobre os governos estaduais e locais para facilitarem as medidas de isolamento social. Na sexta-feira, ele exigiu que governadores incluam igrejas, sinagogas e mesquitas na lista de serviços essenciais, como supermercados e farmácias.

Em 2014, segundo a emissora CNN, Trump lançou críticas ao então presidente Barack Obama por jogar golfe após a confirmação do segundo caso de ebola nos Estados Unidos.

11:30 – Acusação de Trump de que coronavírus surgiu em laboratório de Wuhan é "pura ficção", diz diretora

As alegações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o novo coronavírus teve origem no Instituto de Virologia de Wuhan, na China, são "pura ficção", disse a diretora da entidade, Wang Yanyi, neste domingo.

Citada pela imprensa estatal, ela afirmou que o instituto não tinha "nenhum conhecimento prévio [sobre o vírus], nem havia identificado, pesquisado ou mantido o vírus [em laboratório]". "Nós sequer sabíamos da existência do vírus, então como ele poderia ter vazado do nosso laboratório, se nós não o tínhamos?", indagou Wang.

Segundo ela, o Instituto de Virologia mantém atualmente três tipos de coronavírus em morcegos em seu laboratório, mas nenhum deles corresponde ao que causou a pandemia global.

Os cientistas acreditam que o vírus causador da doença covid-19, que surgiu em Wuhan e matou cerca de 340 mil pessoas em todo o mundo, se originou em morcegos e pode ter sido transmitido a humanos através de outro mamífero.

Teorias da conspiração de que o laboratório de biossegurança estaria envolvido no surto rodaram por meses pela internet antes de Trump e o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, trazerem à tona a versão, alegando haver evidências de que o patógeno veio do instituto.

Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, manifestou a disponibilidade do país para cooperar numa investigação internacional que permita identificar a origem do vírus, mas alertou que essa cooperação "terá de se abster de interferência política". Ele acusou autoridades americanas de "espalharem boatos" para "estigmatizar a China".

10:00 – Com 153 mortes em 24 horas, Rússia bate recorde diário de vítimas

A Rússia registrou recorde de mortes diárias por coronavírus neste domingo, com 153 óbitos nas últimas 24 horas. Autoridades do país afirmam que o total de vítimas chega a 3.541. Além disso, quase 8,6 mil novos casos foram registrados, elevando a soma de infecções para 344.481, o terceiro maior número do mundo, atrás dos Estados Unidos e do Brasil.

08:50 – New York Times dedica primeira página inteira às vítimas da covid-19 nos EUA

O jornal americano The New York Times dedicou a primeira página da edição deste domingo a uma longa lista de nomes de pessoas que morreram por covid-19 nos Estados Unidos.

Os nomes e descrições foram selecionados em obituários de todo o país e preenchem seis colunas da capa, com a seguinte manchete: "Mortes nos EUA perto de 100 mil, uma perda incalculável." Abaixo, a mensagem: "Eles não eram simplesmente nomes em uma lista. Eles eram nós."

A lista substitui os habituais artigos, fotos e gráficos na primeira página das edições de domingo do jornal. O país já soma mais de 97 mil mortes, sendo o primeiro do mundo com mais óbitos.

Entre as vítimas citadas pelo New York Times, estão Joe Diffie, de 62 anos, de Nashville, "estrela da música country distinguida por um Grammy", e Lila A. Fenwick, de 87 anos, de Nova York, a "primeira mulher negra a formar-se na Harvard Law School". Também constam Myles Coker, de 69 anos, de Nova York, que foi "libertado após ser condenado à prisão perpétua".

A passagem esperada da marca de 100 mil mortes por covid-19 surge no contexto de debates sobre o confinamento, quando vários estados se comprometem a facilitar suas medidas restritivas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, candidato à reeleição em novembro e preocupado com a recuperação econômica, está pedindo aos governadores democratas que "libertem" seus estados, em contradição às recomendações de especialistas e autoridades sanitárias.

08:00 – Argentina estende quarentena até 7 de junho

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, estendeu até 7 de junho a quarentena imposta em seu território e endureceu algumas medidas de contenção em Buenos Aires e na região metropolitana da capital, após um aumento no número de casos recentemente.

"Isso iria acontecer e está acontecendo, o que não podemos fazer é perder a calma", disse Fernández em entrevista coletiva no sábado. A quarentena, que deveria terminar neste domingo, foi implementada inicialmente em 20 de março.

A atividade comercial em algumas das áreas mais densamente povoadas de Buenos Aires e o acesso ao transporte público serão suspensos novamente, depois que algumas empresas já haviam sido autorizadas a reabrir para negócios.

A Argentina ainda proíbe vôos comerciais até 1º de setembro, uma das medidas de viagem mais rigorosas do mundo durante a crise do coronavírus.

Enquanto isso, o país registrou 704 novas infecções em 24 horas, um dos maiores aumentos em um dia desde o início da epidemia na nação sul-americana. A Argentina já soma 11.353 casos, a maioria em Buenos Aires, onde bairros de baixa renda foram particularmente atingidos, segundo dados do governo. Atualmente, o total de mortos é de 445.

07:20 – EUA têm 1.127 mortes por coronavírus em 24 horas

Os Estados Unidos registraram 1.127 mortes por coronavírus em 24 horas, elevando o total de vítimas para 97.048, segundo informou a Universidade Johns Hopkins. O número de casos confirmados chega agora a mais de 1,62 milhão. O país é o primeiro do mundo em números absolutos de mortes e infecções.

Resumo dos principais acontecimentos de sábado (23/05):

  • Mundo tem mais de 2 milhões de recuperados
  • Casos no Brasil passam de 330 mil
  • Pela primeira vez, China não registra novos casos de coronavírus
  • Mais de 40 pessoas são infectadas com coronavírus em culto na Alemanha
  • Espanha abrirá fronteiras para turistas estrangeiros em julho
  • Convocados pela extrema direita, milhares de espanhóis protestam contra isolamento
  • Casos de covid-19 na França desaceleram
  • Infecções passam de 100 mil na África

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