As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (15/04) | Notícias internacionais e análises | DW | 16.04.2020

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Coronavírus

As principais notícias sobre a pandemia de coronavírus (15/04)

Casos passam de 2 milhões no mundo. Brasil tem mais de 200 mortes em 24 horas. STF permite que estados e municípios decidam sobre isolamento. G20 suspende pagamentos das dívidas dos países mais pobres.

Em meio à quarentena na França, policiais controlam passantes perto da Torre Eiffel, em Paris

Em meio à quarentena na França, policiais controlam passantes perto da Torre Eiffel, em Paris

Resumo desta quarta-feira (15/04):

  • Mundo tem mais de 2 milhões de casos, 134 mil mortes e 511 mil pacientes recuperados
  • Brasil tem 28.320 casos e 1.736 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • Mandetta não aceita demissão de secretário, que permanecerá no cargo
  • STF permite que estados e municípios decidam sobre isolamento
  • Aos 99 anos, veterano brasileiro da Segunda Guerra se cura
  • G20 suspende pagamentos das dívidas dos países mais pobres
  • UE, China e Rússia criticam decisão de Trump sobre OMS; Alemanha reforça comprometimento
  • Com mais de 3 mil mortos, Alemanha prolonga distanciamento e prevê reabertura gradual
  • Premiê da Nova Zelândia reduz próprio salário

Transmissão encerrada. As atualizações estão no horário de Brasília:

21:30 – Trump ameaça forçar Congresso a entrar em recesso para fazer nomeações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quarta-feira forçar um recesso aos parlamentares do Congresso para conseguir confirmar a nomeação de juízes e outras autoridades, valendo-se de um artigo da Constituição jamais invocado até hoje.

Em coletiva de imprensa para informar sobre o andamento da pandemia de coronavírus, Trump acusou opositores democratas no Senado de atrasarem a nomeação de uma série de funcionários cuja indicação aos cargos precisa da aprovação da câmara alta do Congresso.

Forçar um recesso permitiria ao presidente nomear autoridades em seu governo sem a aprovação necessária dos senadores.

Trump pediu ao líder republicano do Senado que suspendesse todas as sessões da Casa para que possa fazer ele mesmo as nomeações. Se a Câmara dos Representantes "discordar dessa suspensão, exercerei meu poder constitucional de suspender as duas casas do Congresso", disse o presidente.

21:00 – Senado aprova PEC do orçamento de guerra em primeiro turno

O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 58 votos a 21 e em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o chamado "orçamento de guerra", para ajudar nas ações de combate à pandemia de coronavírus. A votação em segundo turno será realizada na sexta-feira.

 A PEC já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, mas deve retornar à Casa após passar pelos senadores, já que o texto foi modificado em alguns pontos pelo relator do caso no Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG).

Além de dar mais liberdade ao governo federal para obter recursos durante a crise ao criar um regime extraordinário de orçamento, a proposta dá permissão ao Banco Central para comprar e vender títulos do Tesouro e também para comprar títulos privados.

Entenda a PEC do orçamento de guerra

20:30 – STF permite que estados e municípios decidam sobre isolamento

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, por unanimidade, que estados e municípios têm autonomia para tomar as medidas que acharem necessárias para combater o coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio e outras restrições.

Com a decisão, governadores e prefeitos também poderão definir quais serviços essenciais devem continuar funcionando durante o período da pandemia. Antes, somente um decreto do presidente Jair Bolsonaro poderia fazer a definição. 

O plenário do STF referendou uma liminar proferida no mês passado pelo ministro Marco Aurélio, relator do caso, considerando que os governos federal, estadual e municipal têm competência concorrente para estabelecer medidas na área da Saúde.

O caso foi julgado pelo Supremo a partir de uma ação protocolada pelo PDT. O partido alegou que a Medida Provisória (MP) 926/2020, editada pelo presidente, é inconstitucional.

"A gravidade da crise não permite o desrespeito da Constituição. Na crise é que as normas constitucionais devem ser ser respeitadas, na crise é que a Constituição guia aos líderes políticos para que ajam com integração", disse o ministro Alexandre de Moraes.

20:00 – Cheques de socorro financeiro a americanos levam nome de Trump

Cheques enviados a milhões de famílias afetadas financeiramente pela pandemia de coronavírus nos Estados Unidos levarão o nome do presidente Donald Trump. É a primeira vez que o nome de um chefe de Estado americano aparecerá em cheques desse tipo.

Questionado sobre o assunto, Trump afirmou que as pessoas ficarão "muito felizes" ao receber um "cheque grande, gordo e bonito". "E meu nome está nele", acrescentou.

Nesta quarta-feira, o Departamento do Tesouro foi obrigado a negar alegações de que a assinatura de Trump estava atrasando a emissão dos cheques. Duas fontes do governo americano haviam dito ao jornal Washington Post que a mudança provavelmente levaria a atrasos. O presidente também reiterou que seu nome no cheque "não estava atrasando nada".

A imprensa americana afirmou que foi Trump quem ordenou que seu nome aparecesse nos repasses. Críticos, por sua vez, acusaram o presidente de agir com interesses políticos, usando a ajuda financeira do governo para aumentar sua reputação em ano de eleições presidenciais.

19:00 – México proíbe cremação de vítimas do coronavírus 

O México decidiu proibir a cremação de vítimas do novo coronavírus, a fim de evitar que se dificulte a busca por dezenas de milhares de pessoas desaparecidas devido à violência associada ao narcotráfico, anunciou uma autoridade de saúde do país.

"Em um país onde há desaparecimentos forçados, algo que é uma tragédia social monumental, há uma lei que diz que isso [cremação] não deve ocorrer", disse o médico Hugo López-Gatell Ramírez, encarregado da estratégia anticoronavírus do governo. "É preciso manter aberta a possibilidade de procurar pessoas desaparecidas o tempo todo."

A decisão anula as diretrizes anteriores do governo sobre como lidar com os corpos dos que morreram em decorrência do coronavírus, que recomendavam que eles fossem "preferencialmente" cremados. Os ministérios da Saúde e do Interior devem assinar um acordo nos próximos dias proibindo as cremações.

O México registrou até agora mais de 5 mil casos confirmados de covid-19 e 406 mortes.

18:10 – Mandetta não aceita demissão de secretário, que permanecerá no cargo

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não aceitou o pedido de demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, que voltou atrás e permanecerá no cargo. "Entramos juntos e sairemos juntos", disse Mandetta em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

"Hoje teve muito ruído por conta do Wanderson. Já falei que não aceito. Wanderson continua, está aqui. Acabou esse assunto. Vamos trabalhar juntos até o momento de sairmos juntos do Ministério da Saúde", acrescentou o ministro.

Oliveira é um dos principais responsáveis na pasta pelas ações de combate ao coronavírus. Assim como Mandetta, ele defende o isolamento social para conter a propagação do vírus, criticado pelo presidente Jair Bolsonaro devido aos impactos na economia.

O secretário havia pedido demissão nesta quarta-feira, em razão da possível saída de Mandetta do ministério, em meio às divergências com o presidente. O próprio ministro avisou sua equipe que será demitido até esta sexta-feira.

Oliveira atua no Ministério da Saúde há 16 anos e trabalhou na coordenação da resposta nacional ao vírus zika, em 2015, e ao H1N1, em 2009.

17:40 – Pesquisa encontrou remédio com eficácia de 94%, diz governo

O governo brasileiro informou nesta quarta-feira que, nos próximos dias, cientistas iniciarão testes clínicos com um medicamento que apresentou 94% de eficácia em ensaios in vitro na redução da carga viral em células infectadas pelo novo coronavírus.

Segundo o ministro da Ciência, Marcos Pontes, os testes serão feitos em 500 pacientes internados com covid-19 em sete hospitais em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

O nome do medicamento só será divulgado após o fim do protocolo de pesquisa clínica, até que seja demonstrada a sua eficácia e segurança em pacientes, "para evitar uma correria em torno do medicamento", afirmou Pontes. Mas, segundo o ministro, é um remédio de baixo custo, bem tolerado e disponível inclusive em formulações pediátricas. "Ele tem uma vantagem muito grande, tem pouco efeito colateral e pode ser empregado numa grande faixa da população."

Ao todo, foram realizados testes com 2 mil medicamentos que já são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de se ligar ao vírus e de bloquear a replicação viral. A estratégia, chamada de reposicionamento de fármacos, foi adotada por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência.

Ao final, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o novo coronavírus. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM descobriram que dois reduziram significativamente a replicação do vírus. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

16:40 – Brasil registra 204 mortos pelo segundo dia seguido

O balanço do Ministério da Saúde desta quarta-feira põe o total de mortos por coronavírus no Brasil em 1.736, após o registro de 204 óbitos em 24 horas – na véspera, a doença deixou o mesmo número de vítimas, o mais alto desde o início da pandemia.

O total de casos confirmados chegou a 28.320, um aumento de 12% em relação ao dia anterior, quando se somavam 25.262 infecções. Na terça-feira, o aumento tinha sido de 8%.

O estado mais atingido é São Paulo, com 11.043 casos confirmados e 778 mortes. O Rio de Janeiro soma 265 vítimas, Pernambuco, 143, Ceará, 116, e Amazonas, 106.

16:25 – Pandemia adia para 2021 celebração dos 75 anos da libertação de Bergen-Belsen

Em meio à proibição de eventos públicos na Alemanha devido à pandemia de coronavírus, autoridades adiaram para 2021 a cerimônia em comemoração aos 75 anos da libertação do campo de concentração de Bergen-Belsen, completados nesta quarta-feira (15/04).

O evento contaria com milhares de participantes, incluindo cerca de 120 sobreviventes. Para a data não passar em branco, uma pequena cerimônia será realizada no domingo.

A pandemia "infelizmente torna impossível homenagear os poucos sobreviventes que ainda estão entre nós da forma que eles merecem", lamentou Josef Schuster, chefe do Conselho Central de Judeus na Alemanha. "Para a estabilidade da nossa democracia, também é importante lembrar, repetidas vezes, aonde ideologias desumanas e o desrespeito aos direitos democráticos básicos podem levar."

Mais de 70 mil pessoas morreram no campo de Bergen-Belsen, no norte da Alemanha, muitas delas de doenças, fome e exaustão, mesmo após a libertação do local pelos soldados britânicos em 15 de abril de 1945. O número de mortos também inclui entre 18 mil e 20 mil prisioneiros de guerra, a maioria deles cidadãos soviéticos.

Anne Frank, famosa pelo diário que escreveu enquanto se escondia dos nazistas com sua família em um anexo secreto em Amsterdã, foi enviada a Bergen-Belsen após sua captura em 1944. A adolescente acabou morrendo no campo em fevereiro de 1945.

O chefe do campo na época da libertação, Josef Kramer, e a diretora da seção feminina, Irma Grese, foram capturados, julgados e enforcados em 1945.

16:10 – Alemanha prolonga distanciamento e prevê reabertura gradual

A Alemanha decidiu estender as medidas de distanciamento social impostas para conter a pandemia de covid-19 pelo menos até 3 de maio, além de prever uma reabertura gradual do comércio e das escolas, anunciou nesta quarta-feira a chanceler federal Angela Merkel. Grandes aglomerações continuam proibidas no país até o final de agosto.

O pronunciamento da chefe de governo veio após uma reunião com líderes regionais para discutir uma saída para a crise do coronavírus, que já infectou mais de 133 mil pessoas na Alemanha e matou quase 3,6 mil – uma mortalidade baixa em comparação com outros países muito afetados.

"Obtivemos um sucesso parcial e frágil", disse Merkel, referindo-se à desaceleração das infecções e ao alto número de pacientes recuperados, que já passam de 72 mil no país. Ao mesmo tempo, destacou a necessidade de manter a maior parte das medidas restritivas, que, reconhece, "implicam mudanças no modo de vida e sacrifícios".

Leia a notícia completa

15:50 – França registra mais 1.438 mortes por coronavírus

A França registrou mais 1.438 mortes por covid-19, incluindo 924 em casas de repouso para idosos, elevando o total de vítimas para 17.167. Jérôme Salomon, diretor-geral dos serviços de saúde do país, afirmou que as mortes registradas nesta quarta-feira não ocorreram em um único dia, mas só foram computadas agora devido a um atraso na coleta de dados durante o feriado de Páscoa.

Salomon também anunciou 2.632 novos casos confirmados de coronavírus. Ao todo, 106.206 pessoas já foram infectadas. O número de pacientes hospitalizados, por sua vez, caiu pela primeira vez, somando 513 pessoas a menos do que no dia anterior. "Continua muito alto, mas o total mostra uma queda pela primeira vez, graças a pessoas que receberam alta."

O número de pessoas internadas em unidades de terapia intensiva caiu pelo sétimo dia consecutivo, desta vez em 273 pacientes. Salomon destacou, contudo, que ainda há pressão em algumas regiões, como no leste da França e na região de Paris.

Os dados oficiais do governo francês sobre casos confirmados diferem da contagem mantida pela Universidade Johns Hopkins, que fala em mais de 131 mil infectados no país europeu.

14:00 – Secretário de Vigilância em Saúde pede demissão

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, pediu demissão, confirmou o Ministério da Saúde. Oliveira é um dos principais responsáveis na pasta pelas ações de combate ao coronavírus. 

Assim como o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o secretário defende o isolamento social para conter a propagação do vírus, criticado pelo presidente Jair Bolsonaro devido aos impactos na economia. O próprio Mandetta avisou sua equipe que será demitido até esta sexta-feira.

Nas últimas semanas, Oliveira vinha participando das coletivas de imprensa, ao lado de Mandetta e do secretário executivo do ministério, João Gabbardo, para apresentar os dados e as ações da pasta de enfrentamento ao novo coronavírus. O Ministério da Saúde não informou se já foi escolhido um substituto para ocupar o cargo.

Wanderson atuava no Ministério da Saúde há 16 anos e atuou na coordenação da resposta nacional ao vírus zika, em 2015, e ao H1N1, em 2009.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira

12:00 – G20 suspende pagamentos das dívidas dos países mais pobres

Os países do G20 concordaram em suspender os pagamentos das dívidas das nações mais pobres do mundo, as mais vulneráveis aos efeitos da pandemia de covid-19.

A medida será válida a partir do dia 1º de maio, se estendendo até o final do ano, e poderá ainda ser ampliada após uma análise do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a sustentabilidade das dívidas dos países que recebem ajuda financeira. 

"Apoiamos a suspensão com limite de tempo dos serviços de pagamento das dívidas para as nações mais pobres que requerem tolerância", afirma uma declaração conjunta dos ministros das Finanças e Economia das vinte maiores economias do mundo. "Todos os credores oficiais bilaterais participarão dessa iniciativa", diz o texto.

Na nota, os países do G20 pedem que os credores privados que trabalham através do Instituto de Finanças Internacionais também participem da iniciativa "em termos comparáveis".

11:45 – Mais de 2 milhões de casos confirmados em todo o mundo

Dados da Universidade John Hopkins nos Estados Unidos confirmam que o mundo superou nesta quarta-feira a marca de 2 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus. O número exato, segundo a instituição de pesquisas médicas, é de 2.000.948.

O total de mortes por covid-19 aumentou para 128.071. Quase 200 países em todo o mundo convivem com a doença. 

11:16 – Alemanha estende controles de fronteira até 4 de maio

O ministro do Interior, Horst Seehofer, ordenou a ampliação dos controles nas fronteiras alemãs com a Áustria, Suíça, França, Luxemburgo e Dinamarca até 4 de maio, num esforço para deter a disseminação do novo coronavírus entre a Alemanha e os países vizinhos. As restrições também são válidas para os voos vindos da Itália e da Espanha.

Apesar de a medida não ser aplicada na fronteira do país com a Holanda e a Bélgica, as autoridades intensificarão os controles em uma linha fronteiriça de 30 quilômetros de extensão.  

Os controles de fronteiras foram instituídos em meados de março. Estrangeiros e não residentes não podem entrar no país sem uma justificativa válida. 

A pandemia de coronavírus levou a Alemanha a impedir a entrada no país de estrangeiros ou não residentes que não possuam uma justificativa válida, como cidadãos europeus que precisam passar pelo território alemão para chegar até seus países ou caminhoneiros que transportam bens importantes. A entrada no país é permitida apenas através de determinados pontos da fronteira.

10:04 – Líderes mundiais condenam decisão de Trump de suspender apoio à OMS 

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender o apoio financeiro de seu país à Organização Mundial da Saúde (OMS) gerou uma onda de críticas entre governos e especialistas em todo o mundo. Muitos consideram que o americano, que inicialmente minimizou o perigo representado pelo coronavírus, apenas prejudica os esforços globais para combater a pandemia de covid-19 ao atribuir culpa à agência da ONU. 

O porta-voz do Ministério chinês do Exterior, Zhao Lijian, afirmou que a atitude de Trump "enfraquece a capacidade da OMS e prejudica a cooperação internacional" em um "momento crítico" no combate à pandemia. "Isso afetará os países de todo o mundo, inclusive os Estados Unidos, mas especialmente, aqueles com capacidades mais frágeis", alertou.

O vice-ministro do Exterior da Rússia, Serguei Ryabkov, disse que a atitude de Trump é egoísta. "É a manifestação de uma abordagem muito egoísta das autoridades americanas em relação ao que está acontecendo no mundo", afirmou.

A porta-voz do governo da França, Sibeth Ndiaye, disse que seu país lamenta a decisão americana. Ela expressou a posição do governo francês após uma reunião do gabinete do presidente Emmanuel Macron, no qual foi aprovado um pacote de 110 bilhões de euros para resguardar a economia francesa do impacto gerado pela pandemia. 

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, afirmou que a OMS é essencial para o combate à pandemia. "Em um momento como esse precisamos compartilhar informações e de aconselhamento no qual possamos confiar, e a OMS vem nos fornecendo isso", observou. "Continuaremos a apoiá-la e a dar a nossa contribuição." 

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, disse simpatizar com as críticas de Trump à OMS, especialmente, segundo afirmou, no apoio da entidade à reabertura dos mercados chineses, onde animais vivos e mortos são comercializados livremente. Ainda assim, observou que "a OMS, como organização, faz muitos trabalhos importantes, inclusive aqui na região do Pacífico, e nós trabalhamos em estreita colaboração com eles", disse o premiê. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, ressaltou que esta não é a ocasião adequada para medidas que reduzam os recursos da OMS. "Esse é o momento para união e para a comunidade internacional trabalhar em conjunto para deter o vírus e suas desastrosas consequências", afirmou. 

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, não comentou a decisão do governo americano, preferindo ressaltar que o objetivo da entidade está em salvar vidas. "Não há tempo a perder. O foco único da OMS é trabalhar para servir a todas as pessoas, salvar vidas e deter a pandemia de covid.19", declarou em seu perfil no Twitter. 

Os Estados Unidos são o país com o maior número de vítimas da pandemia de covid-19, com mais de 26 mil mortos. 

08:50 – Chefe da diplomacia da UE lamenta decisão de Trump de suspender apoio à OMS

Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia (UE), disse em seu perfil no Twitter que lamenta profundamente a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender as contribuições financeiras de seu país à Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Não há motivo que justifique essa medida em um momento em que esforços são mais necessários do que nunca para conter e mitigar a pandemia de coronavírus. Apenas através da união de forças poderemos superar essa crise que não reconhece fronteiras", afirmou Borrell.

07:32 – Turquia inicia libertação de prisioneiros

A Turquia concedeu liberdade a milhares de prisioneiros em centros de detenção em Istambul, Ancara, Izmir e outras cidades, informou a agência estatal de notícias Anadolu. O objetivo da medida é reduzir a superlotação nos presídios do país para conter a disseminação de covid-19.

Uma lei aprovada no Parlamento do país permite a libertação de até 90 mil detentos que estão aptos a receber liberdade condicional ou cumprir suas penas em prisão domiciliar.

07:05 – Comissão Europeia recomenda diretrizes para relaxamento das medidas de restrição na UE 

A Comissão Europeia recomendou três pré-condições para que as restrições impostas pelos países europeus para conter a disseminação do novo coronavírus sejam removidas: a observação de critérios epidemiológicos, assegurar capacidade suficiente para o sistema de saúde e vigilância, na forma de testes em larga escala.

Essas restrições foram necessárias, mas vieram com um "custo enorme", afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em entrevista coletiva ao lado do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, em Bruxelas.

"Apesar de que o caminho de volta à normalidade será bastante longo, também está claro que as medidas extraordinárias de confinamento não podem durar indefinidamente", afirma o documento do Executivo da União Europeia (UE) que contém as diretrizes para os países do bloco, que visa "preparar o terreno para um plano compreensivo de recuperação e investimentos sem precedentes". 

Charles Michel afirmou que o próximo orçamento de longo prazo da UE deve ser utilizado para viabilizar a recuperação econômica após a pandemia. Ele afirmou que os líderes europeus discutirão a revogação de seus planos para o orçamento do bloco para o período 2021-2027 em videoconferência no dia 23 de abril.

"O próximo orçamento europeu deve ser a resposta europeia para a crise do coronavirus", reforçou Von der Leyen. 

Ela afirmou que a UE realizará no dia 4 de maio uma conferência online de doadores, para que governos e organizações possam ajudar a financiar a busca por uma vacina contra o coronavírus. "Para apoiar essa iniciativa, são necessários recursos", disse a presidente da Comissão. "Espero que países e organizações respondam a esse chamado."

06:35 – Espanha registra nova redução no número de mortes 

O número de mortes por covid-19 na Espanha voltou a cair nesta quarta-feira, com 523 óbitos registrados nas últimas 24 horas, em contraste com os 567 do dia anterior. Segundo o Ministério espanhol da Saúde, o total de mortes no país aumentou para 18.579, com 177.633 casos confirmados.

Ermando Armelino Piveta

Piveta deixa o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, sob aplausos

06:06 – Veterano brasileiro da Segunda Guerra sobrevive ao coronavírus

Ermando Armelindo Piveta, de 99 anos e morador do Distrito Federal, é a pessoa mais velha a se recuperar de uma infecção pelo novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde. Ele foi internado no Hospital das Forças Armadas em 6 de abril e recebeu alta nesta terça-feira. Piveta foi segundo-tenente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e participou da Segunda Guerra Mundial, participando da proteção das costas brasileiras a bordo do navio Almirante Alexandrino.

A notícia da recuperação do veterano foi destaque em váriossites na Alemanha.

06:00 – Alemanha tem mais de 3 mil mortos

A Alemanha tem, segundo os números oficiais, divulgados pelo Instituto Robert Koch (RKI), um total de 125.584 infecções pelo novo coronavírus, o que representa um aumento de 2.486 em relação ao dia anterior. Dos infectados, cerca de 72.600 estão curados. Nas últimas 24 horas houve mais 285 mortes relacionadas com a pandemia, elevando o total para 3.254.

05:41 – Premiê da Nova Zelândia reduz próprio salário

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou que vai reduzir o seu salário em 20% pelos próximos seis meses devido à crise do novo coronavírus. O corte valerá também para os ministros e outros altos cargos do governo, como chefes de estatais. O líder da oposição, Simon Bridges, disse que seguirá o exemplo de forma voluntária. O salário anual da premiê equivale a 286 mil dólares.

05:05 – Alemanha reforça comprometimento com a OMS

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que seu país irá suspender as contribuições financeiras à Organização Mundial de Saúde (OMS), o ministro do Exterior das Alemanha, Heiko Maas, reforçou o comprometimento do governo alemão para com a entidade sediada em Genebra.

"A atribuição de culpa não ajuda. O vírus desconhece fronteiras", disse Maas em seu perfil no Twitter. "Temos que reforçar a cooperação contra a covid-19. Um dos melhores investimentos é o fortalecimento da ONU, especialmente da subfinanciada OMS, por exemplo, através do desenvolvimento e distribuição de testes e vacinas."

A decisão de Trump de remover o apoio dos EUA à OMS enquanto aumentam as mortes por covid-19 em todo o mundo foi amplamente criticada por especialistas em doenças infecciosas.

Resumo dos principais acontecimentos deterça-feira(14/04):

  • Brasil tem 25.262 casos confirmados e 1.532 mortes, segundo o Ministério da Saúde
  • Governadores Wilson Witzel e Helder Barbalho contraíram coronavírus
  • FMI estima que economia global vai sofrer retração de 3% em 2020
  • Trump suspende contribuições à OMS
  • Índia estende medidas de isolamento
  • Áustria e Itália começam a reabrir o comércio parcialmente

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