Arábia Saudita detém 11 príncipes após protesto | Notícias internacionais e análises | DW | 07.01.2018
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Mundo

Arábia Saudita detém 11 príncipes após protesto

Membros da família real saudita são presos após se manifestarem contra corte de privilégios pelo governo, em meio a uma série de medidas de austeridade no país, que tenta diversificar sua economia.

Mohammed bin Salman

Políticas ambiciosas do príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, vêm causando tensões na família real

A Arábia Saudita confirmou neste domingo (07/01) a detenção de 11 príncipes sauditas por protestarem em frente a um palácio em Riad, em defesa dos seus privilégios.

Segundo o procurador-geral do país, Saud al Moyeb, os príncipes reconheceram "seu erro e sua má atitude", mas se recusaram a deixar o palácio durante seus protesto. Por isso, eles foram detidos e permanecerão na prisão de segurança máxima al-Hayer, ao sul de Riad, à espera de um julgamento.

Leia também: O que está por trás das mudanças na Arábia Saudita?

Os príncipes exigiam o cancelamento de um decreto real, ainda não publicado oficialmente, segundo o qual o governo deixará de pagar as contas de eletricidade e água dos príncipes.

No protesto, ocorrido na última quinta-feira, os príncipes também exigiam compensação por uma sentença de morte emitida contra um de seus primos, condenado por assassinado e executado em 2016.

 "Apesar de serem informados de que suas demandas são ilegais, os 11 príncipes se recusaram a deixar a área, perturbando a paz e a ordem públicas", disse Moyeb.

O procurador afirmou que "todos são iguais perante a lei" e que "qualquer pessoa que não respeitar as ordens e instruções será julgada, seja quem for".

O decreto relativo às contas de eletricidade e água dos príncipes faz parte de uma série de medidas de austeridade implementadas pelo governo, num momento em que a Arábia Saudita tenta diversificar sua economia dependente do petróleo em meio a déficits orçamentários provocados pela queda dos preços da commodity.

As medidas elevaram as tensões entre governo e a família real al-Saud, que tem milhares de membros, mas apenas alguns com influência direta sobre o reino.

No dia 1º de janeiro, Riad impôs um imposto sobre valor agregado de 5% para a maioria das mercadorias e serviços, encerrando sua política de isenção de postos que durou décadas. O rei Salman bin Abdulaziz al-Saud anunciou neste sábado uma série de benefícios para cidadãos sauditas, particularmente militares e servidores públicos, para "amenizar o impacto das reformas econômicas".

Em novembro, príncipes e políticos sauditas foram detidos por ordem de um comitê anticorrupção, dirigido pelo príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman. A ascensão meteórica do príncipe, considerado o filho favorito do rei, e suas políticas ambiciosas vêm causando tensões na família real.

LPF/efe/afp/rtr

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