Apoiadores de Trump em passeata contra ″fraude″ não provada | Notícias internacionais e análises | DW | 14.11.2020

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Estados Unidos

Apoiadores de Trump em passeata contra "fraude" não provada

Instigados pelas repetidas alegações, já desmentidas, do atual presidente dos EUA de que manipulação dos votos impediu a reeleição, seus adeptos se reúnem na capital Washington numa "Marcha MAGA".

Manifestantes carregando bandeiras americanas, com a Casa Branca ao fundo

Slogans como "Mais quatro anos" unem os manifestantes na capital americana

Milhares de adeptos do presidente cessante dos Estados Unidos, Donald Trump, marcharam pelas ruas de Washington neste sábado (14/11), em protesto contra suposta fraude eleitoral. Apesar de sua derrota na eleição de 3 de novembro estar plenamente confirmada, o magnata republicano tem insistido, sem apresentar provas, que na verdade teria sido reeleito.

Na sexta-feira, autoridades de segurança descartaram as alegações de Trump de manipulação nas urnas ou nas apurações, qualificando o pleito presidencial como "o mais seguro da história americana".

Um correspondente da DW na capital americana informa que milhares se reuniram, escandindo slogans como "Mais quatro anos" e portando faixas "Trump 2020" e "Melhor presidente da história". A carreata de Trump juntou-se brevemente a eles, vídeos nas redes sociais o mostram acenando de seu carro.

Os organizadores deram diversos títulos à manifestação, como "Marcha MAGA dos Milhões", "Passeata por Trump" ou "Parem o roubo". MAGA é o acrônimo do grito de guerra da campanha trumpista desde 2016: Make America Great Again – Tornar os EUA novamente grandes.

Apesar do início tímido do protesto, tanto os organizadores e figuras da direita americana quanto altos funcionáros da Casa Branca predisseram grande acorrência. Alguns grupos de esquerda estão planejando manifestações contrárias.

Ameaça à segurança nacional

O presidente em exercício se recusa a aceitar a vitória do candidato democrata, Joe Biden, cuja vice é Kamala Harris, de ascendência indiana e jamaicana. Embora as apurações em parte ainda estejam em curso, segundo as previsões mais recentes Biden obteve 306 votos do colégio eleitoral, contra 232 para Trump.

Na sexta-feira, juízes do Arizona, Michigan e Pensilvânia rechaçaram por falta de fundamento uma série de recursos jurídicos impetrados pela campanha trumpista, para que os resultados nos três estados fossem revistos.

A equipe de Biden tem enfatizado que, entre outros efeitos nocivos, a recusa de Trump de reconhecer sua derrota põe em risco a segurança nacional, já que até agora o presidente eleito ainda não recebeu nenhum dos relatórios diários dos serviços de inteligência.

AV/ap,afp,dpa

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