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Após quatro anos de prejuízos, Petrobras volta a lucrar

28 de fevereiro de 2019

Estatal petrolífera registra lucro de 25,8 bilhões de reais em 2018, seu melhor resultado desde 2011 e o primeiro positivo desde 2013. Escândalo revelado pela Lava Jato contribuiu para anos consecutivos de perdas.

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Plataforma da Petrobras em Angra dos Reis
Resultado de 2018 foi influenciado, entre outros fatores, pelo aumento no preço médio do petróleoFoto: picture-alliance/AP Photo/F. Dana

A Petrobras fechou o ano de 2018 com um lucro de 25,8 bilhões de reais, segundo informou a estatal petrolífera nesta quarta-feira (27/02), em seu balanço anual. Esse foi o melhor resultado desde 2011 e o primeiro positivo desde 2013, após quatro anos consecutivos de prejuízos.

"A performance da Petrobras, em 2018, foi indiscutivelmente a melhor em muitos anos, o que inclui a obtenção de alguns recordes históricos", afirmou o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, em carta enviada ao mercado.

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Segundo a estatal, o resultado de 2018 foi influenciado por fatores como o aumento de 50% no preço médio do petróleo, em reais, em relação a 2017, além de maiores margens nas vendas de derivados no Brasil e nas exportações de petróleo, acompanhando a valorização do dólar.

"Houve recuperação de participação de mercado no diesel e queda de despesas gerais e administrativas. Também contribuíram para o resultado a redução de gastos com juros, fruto da queda do endividamento, e a regularização de créditos com a Eletrobras", explicou a empresa.

As receitas somaram 349,8 bilhões de reais em 2018 – um crescimento de 23% ante 2017 –, impulsionadas pelos preços dos combustíveis 32% acima da média do ano anterior. O lucro operacional cresceu 77% em comparação com 2017, chegando a quase 63 bilhões de reais.

No ano passado, a Petrobras ainda arrecadou 20,2 bilhões de reais com venda de ativos, envolvendo, principalmente, fatias de projetos de produção de petróleo compradas pela americana Murphy Oil, a francesa Total e a norueguesa Equinor.

Os valores foram utilizados para o pagamento de dívidas da estatal brasileira. Em 2018, o endividamento líquido sofreu uma queda de 4%, ficando em 268,8 bilhões.

Com os resultados, a empresa informou que vai distribuir um total de 7,1 bilhões de reais em dividendos aos acionistas, considerando as antecipações feitas durante o ano. Também será paga participação nos resultados para os empregados.

O lucro do ano passado foi possível mesmo com uma queda de 5% na produção de petróleo e gás, fechando 2018 com 2,628 milhões de barris de óleo equivalente por dia. "Esse desempenho reflete desinvestimentos realizados e o declínio natural de campos maduros", disse a empresa.

"Outro destaque é a entrada em operação de seis novos sistemas de produção (até fevereiro de 2019), sendo cinco no pré-sal  e um em Tartaruga Verde, na Bacia de Campos", afirma a nota.

"A entrada das novas plataformas nos dá confiança sobre nossa meta de crescimento da produção, de 5% ao ano até 2023", completou Castello Branco.

O último resultado positivo da Petrobras foi registrado em 2013, antes da revelação do escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. O megaesquema acabou influenciando os resultados da companhia nos anos seguintes. Em 2017, o prejuízo foi de 446 milhões de reais e, em 2016, de 14,8 bilhões de reais. O de 2015 foi ainda maior: 34,8 bilhões de reais.

EK/afp/abr/efe/ots

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