Aos 60 anos, Feira de Frankfurt é a maior do mercado editorial | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 13.10.2008
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Economia

Aos 60 anos, Feira de Frankfurt é a maior do mercado editorial

Turquia, que estará representada pelo Prêmio Nobel Orhan Pamuk, será o país homenageado nesta edição do evento, que terá como destaque o livro eletrônico.

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Romancista turco Orhan Pamuk, ganhador do Prêmio Nobel, é presença assegurada no evento

A Feira do Livro de Frankfurt chega à sua 60ª edição na condição de maior e mais importante ponto de encontro do mercado editorial mundial. Mais de 7 mil editoras de 101 países estarão representadas nos pavilhões da cidade alemã de 15 a 19 de outubro deste ano. Elas levarão a Frankfurt em torno de 400 mil títulos, entre publicações em papel e eletrônicas.

Na primeira edição da feira, em 1949, eram pouco mais de 200 expositores, todos eles da Alemanha. Em exposição estavam cerca de 10 mil livros e a feira, organizada na Igreja Paulskirche, atraiu 14 mil visitantes. Este ano, os organizadores esperam no mínimo repetir os 283 mil visitantes da edição de 2007.

A internacionalização da feira começou cedo. Já na edição de 1950 havia em torno de cem editoras estrangeiras em Frankfurt e, em 1953, o número de expositores de fora da Alemanha – exatos 534 – já era maior do que o de editoras alemãs – 524.

Feira internacional

"Desde o seu início que essa feira não é alemã, mas internacional. Ela está por acaso em Frankfurt, mas o setor adotou este lugar, se sente bem aqui. Acho que a tradição colabora para isso", afirma o diretor da Feira de Frankfurt, Jürgen Boos.

Ele avalia que parte do sucesso da feira está na seleção dos seus temas centrais. "Sempre nos saímos bem no debate de temas. A digitalização do mundo, o confronto entre grandes e pequenas editoras, a situação do mercado editorial. Todos esses assuntos sempre estiveram presentes e jamais alguém se furtou a falar o que pensa", diz Boos.

Outra iniciativa que se mostrou acertada é a homenagem a um país ou uma região. A América Latina foi a primeira região destacada, em 1976, e o Brasil foi o país-tema em 1994. Este ano a escolha recaiu sobre a Turquia, e, em 2009, será a vez da China.

A Feira de Frankfurt mantém um escritório no país comunista e incentiva as novas editoras privadas chinesas. "Depois da Revolução Cultural, houve uma ruptura cultural na China. Ninguém mais escreveu e a herança cultural se foi. Mas agora há algo novo no país, e por isso precisamos estar presentes. As primeiras editoras independentes estão surgindo, e temos de apoiá-las."

Livros eletrônicos

A presença de escritores renomados é outro ponto forte do evento. Para representar a Turquia estará em Frankfurt o Prêmio Nobel de Literatura Orhan Pamuk. Outro Nobel que circulará pelo evento é o escritor alemão Günter Grass. Entre os homenageados deste ano está o autor brasileiro de best-sellers Paulo Coelho. Ao todo, mais de mil autores participarão da feira – 250 só da Turquia.

Um dos destaques da feira deste ano é a digitalização do mercado editorial. A Sony apresentará seu Reader, aparelho que permite a leitura dos chamados e-books, ou livros eletrônicos. E há expectativa de que a Amazon lance o Kindle, já disponível no mercado norte-americano. No site da Amazon, o leitor tem à sua disposição mais de 160 mil livros eletrônicos param serem lidos no aparelho.

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