Angela Merkel prevê inverno difícil devido à pandemia | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 14.11.2020

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Coronavírus

Angela Merkel prevê inverno difícil devido à pandemia

"Vírus continuará dominando nossas vidas por muito tempo", diz líder alemã, quase duas semanas após início de lockdown parcial. Ela pede que os encontros pessoais sejam restritos.

Angela Merkel em mensagem de vídeo

"O inverno que se aproxima vai exigir muito de todos nós", disse Merkel em mensagem de vídeo

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, alertou os alemães para meses difíceis devido à pandemia de coronavírus. Em mensagem de vídeo semanal divulgada neste sábado (14/11), ela disse que o inverno que se aproxima será duro para todos e que o vírus dominará o cotidiano do país ainda por algum tempo.

"O inverno que se aproxima vai exigir muito de todos nós", disse Merkel, duas semanas após da entrada em vigor de um lockdown parcial programado para durar inicialmente até o fim deste mês e que visa deter a propagação do vírus.

"O vírus continuará a dominar nossas vidas por muito tempo", afirmou a chefe de governo, acrescentando que as pessoas não podem se encontrar tão facilmente quanto no passado, devido à pandemia. Ela pediu para que os encontros pessoais sejam restritos.

Encontro avalia lockdown

Na próxima segunda-feira, representantes das administrações estaduais e federal voltam a se reunir para avaliar a eficácia das restrições no país. Nesta sexta-feira, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, sugeriu haver pouco otimismo do governo federal em relação a uma rápida suspensão das medidas restritivas.

Em sua mensagem, Merkel citou em particular a situação de pessoas que precisam de cuidados e de cuidadores, lembrando que a pandemia aumenta a solidão em lares de idosos, hospitais e instituições afins e dificulta o trabalho dos funcionários desses lugares.

"A proteção contra a ameaça do vírus é necessária, mas a resposta não deve ser simplesmente o isolamento", enfatizou a chanceler, que se reunirá na próxima quinta-feira, através de videoconferência, com pessoas que necessitam de cuidados, cuidadores, enfermeiros e familiares.

Ela frisou, ainda, que essas pessoas serão prioridade para receber o imunizante contra a covid-19. "Assim que vacinas confiáveis ​​estiverem disponíveis, aqueles que cuidam dos doentes e aqueles que precisam de cuidados deverão ser vacinados rapidamente", garantiu.

Manifestações anticonfinamento

A Alemanha registrou neste sábado 22.461 novas infecções por coronavírus, de acordo com números divulgados pelo Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental para o controle e prevenção de doenças. O país contabilizou um total de 773.556 casos e 12.378 mortes – um aumento de 178 óbitos nas últimas 24 horas.

Uma série de manifestações contra as medidas restritivas são planejadas para este fim de semana em todo o país, em cidades como Berlim, Frankfurt, Karlsruhe, entre outras.

Durante uma manifestação de negacionistas da pandemia em Frankfurt neste sábado, a polícia usou jatos de água para dispersar ativistas de esquerda, que tentaram bloquear a rota da passeata no centro da cidade. Muitos participantes do protesto contra medidas restritivas não usavam máscara nem mantinham entre si o distanciamento mínimo exigido pelas autoridades. Em Regensburg, cerca de 800 pessoas se reuniram em ato contra o lockdown e o uso de máscara de proteção.

MD/dpa/epd/afp

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