Angela Merkel anuncia candidatura a reeleição | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 20.11.2016
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Alemanha

Angela Merkel anuncia candidatura a reeleição

Chanceler alemã vai concorrer a quarto mandato como chefe de governo da Alemanha. Em entrevista coletiva, ela confirma que pretende liderar seu partido nas eleições parlamentares do próximo ano.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, dissipou dúvidas sobre seu futuro político neste domingo (20/11), confirmando que se apresentará pela quarta vez consecutiva como candidata da União Democrata Cristã (CDU) a chefe de governo, nas eleições gerais em setembro do próximo ano.

"Depois de ser perguntada em repetidas ocasiões e dizer que daria a resposta no momento adequado, posso dizer que o momento adequado é agora", disse a líder em Berlim, antes de continuar a ressaltar sua disposição tanto para se candidatar novamente como presidente da CDU, como para uma nova candidatura à reeleição nas eleições federais de 2017.

Leia a cobertura completa sobre a eleição na Alemanha em 2017

Em entrevista coletiva na sede de seu partido, Merkel, de 62 anos, frisou ter pensado muito antes de tomar a decisão e assumir sua responsabilidade, num momento de "dificuldade" e "incerteza". "Esta decisão é tudo, menos trivial; nem para o país, nem para o partido, nem para mim, pessoalmente. Não se trata de uma decisão apenas para uma campanha eleitoral, mas para um mandato de quatro anos", acrescentou.

Merkel lidera a CDU há 15 anos e governa a Alemanha há quase 11. Na última eleição parlamentar, em 2013, a líder conservadora alcançou seu melhor resultado, com apoio de 41,5% do eleitorado, chegando perto da maioria absoluta.

Com o anúncio de uma quarta candidatura, Merkel adiciona pressão sobre o Partido Social-Democrata (SPD), seu parceiro no governo de coalizão, que se vê obrigado a anunciar o nome da legenda para concorrer à chefia de governo alemã.

O líder democrata-cristã enfrentou uma série de dificuldades nos últimos meses, depois de severas críticas à sua política de migração, com queda na aprovação de seu governo, acompanhada por uma ascensão de partidos populistas de direita.

Início de carreira casual

Merkel começou na política de maneira mais casual que planejada. Aos 35 anos, a então vice-porta-voz do último chefe de governo da RDA, Lothar de Maizière, recebeu dele a possibilidade de dar vazão a seu talento para organização e comunicação. Merkel havia se filiado pouco antes à CDU. Aplicada por natureza, ela começou a desenvolver ambições.

Durante o governo do chanceler federal Helmut Kohl, ela ocupou, em 1994, o posto de ministra do Meio Ambiente e Segurança de Reatores – uma pasta importante e adequada para alguém que havia concluído um doutorado em Física. Frente à questão controversa, tanto hoje quanto na época, sobre o que fazer com o lixo atômico radioativo, Merkel mostrava-se irredutível em defesa do uso da energia nuclear – postura mantida até o acidente em Fukushima.

Chance com queda de Kohl

Quando Helmut Kohl perdeu as eleições parlamentares em 1998, a CDU entrou em estado de choque. Mas Angela Merkel não. Foi aí que ela vislumbrou seu lugar na era pós-Kohl. Wolfgang Schäuble, que se tornou na época presidente do partido, convidou-a para o cargo de secretária-geral.

"O que importa é virarmos manchete", era sua diretriz na nova função. E durante o escândalo financeiro envolvendo doações para o partido, cujos protagonistas foram sobretudo Kohl e Schäuble, ela conduziu a queda moral do antigo chefe de governo.

Em abril de 2000, Merkel foi eleita presidente da CDU e, nas eleições parlamentares de 2005 foi a principal candidata dos democrata-cristãos. Ela chegou ao posto de chanceler federal, mesmo que a única coalizão possível tenha sido com os rivais social-democratas.

MD/ap/afp/dpa/rtr

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