Aliado de Merkel dá ultimato sobre política de refugiados | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 16.01.2016
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Alemanha

Aliado de Merkel dá ultimato sobre política de refugiados

Horst Seehofer, governador da Baviera e líder da CSU, dá 14 dias para governo alemão organizar controle sobre as fronteiras. Em Stuttgart, 7 mil pessoas vão às ruas em favor dos requerentes de asilo.

O governador da Baviera, Horst Seehofer, ameaçou processar Berlim caso não seja imposto um controle nas fronteiras alemãs para evitar a entrada desenfreada de requerentes de asilo.

"Nos próximos 14 dias, vamos exigir por escrito que o governo federal restabeleça a ordem nas fronteiras", disse em entrevista à revista Der Spiegel, publicada neste sábado (16/01).

"Se isso não acontecer, o governo bávaro não terá outra opção senão se queixar no Tribunal Constitucional Federal", afirmou o líder da União Social Cristã (CSU), a tradicional aliada da União Democrata Cristã (CDU), da chanceler federal alemã, Angela Merkel.

Seehofer é um dos críticos mais vorazes da política migratória do governo alemão. Nos primeiros dias do ano, cerca de 3 mil refugiados entraram por dia no país, de acordo com o governador, apesar de a Alemanha ter começado a reter a entrada de migrantes na fronteira com a Áustria. Em 2015, o país recebeu 1,1 milhão de requerentes de asilo.

Os comentários de Seehofer levantam dúvidas sobre a convicção de Merkel de que a Alemanha pode fazer frente à maior crise migratória vivida pela Europa desde a Segunda Guerra Mundial, sobretudo depois das agressões sexuais contra mulheres em Colônia durante o réveillon, praticadas supostamente por homens de aparência norte-africana e árabe.

Neste sábado, refugiados sírios ergueram cartazes em frente à catedral de Colônia com os dizeres "Somos contra o racismo, o sexismo e a guerra" e condenaram o episódio.

Em Stuttgart, cerca de sete mil pessoas foram às ruas protestar em favor dos requerentes de asilo, afirmando que eles são vítimas de preconceito e violência. O grupo também criticou os constantes ataques a abrigos para refugiados.

KG/epd/dpa/rtr

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