Alemanha supera 5 mil casos diários de covid-19 | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 14.10.2020

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Coronavírus

Alemanha supera 5 mil casos diários de covid-19

Número é o mais alto desde abril e representa cerca de mil infecções a mais que no dia anterior. Merkel e governadores discutirão novas medidas de restrição.

Pessoas se locomovem perto de metrô usando máscaras de proteção.

Grandes cidades como Colônia tiveram uma escalada no número de casos nos últimos dias

A Alemanha registrou nesta quarta-feira (14/10) mais de 5 mil casos diários do novo coronavírus pela primeira vez desde abril. De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), agência governamental responsável pelo controle e prevenção de doenças infecciosas, foram 5.132 novas infecções, mais de mil casos a mais que no dia anterior.

Embora o número de casos diários seja semelhante ao registrado no auge da epidemia em março e abril, o instituto destaca que, agora, estão sendo realizados significativamente mais testes – e, portanto, mais infecções são descobertas.

Segundo o RKI, atualmente a Alemanha registra um aumento acelerado no número de transmissões. Além disso, a proporção de casos de covid-19 está aumentando ligeiramente entre os idosos.

O número de pacientes com coronavírus internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) aumentou visivelmente nos últimos dias, mas ainda é considerado baixo.

De acordo com dados de registros da Associação Alemã Interdisciplinar para Terapia Intensiva e Medicina de Emergência (Divi), cerca de 620 pacientes com covid-19 estavam em UTIs na terça-feira – uma semana antes, havia cerca de 450. No total, porém, ainda há quase 9 mil leitos de terapia intensiva disponíveis na Alemanha.

Nesta quarta-feira, foram registrados mais 43 óbitos ligados à doença em todo o país.

Segundo o RKI, desde o começo da pandemia a Alemanha registrou um total de 334.585 casos comprovados do novo coronavírus e 9.677 mortes. A agência estima que cerca de 281 mil pacientes se recuperaram.

Também de acordo com estimativas do RKI, o valor R, fator que indica a capacidade de propagação da doença, é de 1,18 na Alemanha. Isso significa que 100 pessoas infectadas contaminam outras 118 pessoas, em média.

Merkel discute novas medidas

Na tarde desta quarta-feira, a chanceler federal Angela Merkel fará uma reunião com os governadores dos 16 estados alemães para discutir a situação da epidemia e possíveis novas medidas para tentar conter a disseminação do coronavírus. Cada estado tem regras específicas de restrições, mas cresce a pressão por medidas em comum em toda a Alemanha.

Atualmente, o país adota a regra de classificar como área de risco as cidades que superarem 50 infecções por 100 mil habitantes nos últimos sete dias. A partir desse número, são adotadas medidas especiais para tentar conter a doença. Encontram-se nessa situação a capital alemã, Berlim, e outras grandes cidades, como Colônia, Frankfurt, Stuttgart e Munique.

Na terça-feira, o RKI alertou que as restrições à vida cotidiana devem ser mantidas na Alemanha mesmo depois que uma vacina eficaz contra a covid-19 estiver disponível.

Em um relatório estratégico sobre os próximos meses, o órgão afirma que, embora seja provável que haja uma vacina eficiente em circulação já em 2021, ela estará disponível inicialmente apenas para grupos específicos, como pessoas de risco. Por isso, as medidas de contenção deverão ser mantidas, como usar máscaras, respeitar o distanciamento social, observar regras de higiene, ventilar ambientes e dar preferência para atividades ao ar livre.

O documento do RKI foi publicado um dia depois de o ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, afirmar que a vacinação contra a covid-19 pode ter início nos primeiros meses de 2021. "Do jeito que as coisas estão hoje, 12 de outubro, presumo que seremos capazes de começar no primeiro trimestre do próximo ano", disse.

Spahn destacou que a imunização será voluntária, e que as autoridades alemãs planejam vacinar, primeiro, as pessoas de grupos de risco, como aquelas que já sofrem de certas condições médicas, idosos e profissionais de saúde.

LE/ots