Alemanha põe grupo negacionista sob vigilância nacional | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 28.04.2021

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Alemanha

Alemanha põe grupo negacionista sob vigilância nacional

Governo justifica medida contra setores do grupo Querdenken com temor de que teorias da conspiração continuem sendo disseminadas após pandemia e cita laços de movimento com extrema direita.

Multidão protesta contra lockdown na Alemanha

Ativistas do Querdenken têm provocado aglomerações durante protestos na Alemanha, como neste em Stuttgart

O Ministério do Interior alemão confirmou nesta quarta-feira (28/04) que setores de um movimento alemão de negacionistas do coronavírus serão mantidos nacionalmente sob vigilância pelo Departamento de Proteção à Constituição da Alemanha (BfV), o serviço de inteligência interno do país.

O BfV disse que partes do grupo chamado Querdenken ("pensamento lateral") constituem ameaça por questionarem a legitimidade do Estado alemão. O movimento é um dos principais responsáveis por uma série de protestos ocorridos nos últimos meses no país contra as medidas de restrição social na pandemia.

Coleta de dados

A decisão permite, por exemplo, que o BfV colete dados sobre determinadas pessoas do grupo. Segundo o Ministério do Interior, a medida foi adotada porque os protestos contra medidas de confinamento na Alemanha foram repetidamente usados ​​de forma provocativa para aumentar tensões.

Conforme a pasta, os organizadores, particularmente os do movimento Querdenken, "até certo ponto mostraram claramente que sua agenda vai além da mera mobilização para protestar contra as medidas estatais de proteção contra o coronavírus".

As autoridades temem que as teorias da conspiração disseminadas no curso dos protestos contra as medidas de confinamento não desapareçam mesmo após o fim da pandemia.

Laços com extrema direita

As autoridades também citaram ligações entre o movimento Querdenken e os grupos de extrema direita Reichsbürger e Selbstverwalter. Os membros de ambas as agremiações se consideram não sujeitos às leis do Estado alemão.

O Conselho Central dos Judeus da Alemanha saudou a decisão, dizendo que se tornou "urgentemente necessária", dada a influência da extrema direita no movimento de protesto. "Esse desenvolvimento deve ser interrompido a todo custo", disse o presidente do conselho, Josef Schuster.

Observadores dizem que teorias de conspiração radicais e grupos de extrema direita tornaram-se cada vez mais influentes entre os participantes dos protestos.

Algumas autoridades estaduais para a proteção da Constituição, como na Baviera e em Baden-Württemberg, já haviam colocado todo ou parte do movimento Querdenken sob monitoramento.

md/lf (DPA, AFP, KNA)

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