Alemanha espera imunizar população contra covid-19 em meados de 2021 | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 15.09.2020

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Coronavírus

Alemanha espera imunizar população contra covid-19 em meados de 2021

Ministro da Saúde afirma que vacinação será voluntária e que o governo alemão não pretende tomar atalhos em pesquisa. "Queremos uma vacina segura e eficaz, não necessariamente a primeira."

Gesundheitsminister Jens Spahn (picture-alliance/dpa/M. Becker)

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, disse acreditar que Alemanha vai cumprir meta de vacinar pelo menos 55% da população

A Alemanha pretende alcançar imunidade de grupo contra o coronavírus por meio de uma vacina de aplicação voluntária que deverá estar amplamente disponível em meados de 2021, disse o ministro da Saúde do país nesta terça-feira (15/09).

Falando a repórteres em Berlim, o ministro Jens Spahn enfatizou que o governo não pretende impor nenhuma exigência obrigatória de inoculação quando a vacina estiver pronta.

"Precisamos que entre 55% a 65% da população sejam vacinados para alcançar o que é conhecido como imunidade de grupo. Acredito firmemente que possamos conseguir isso de forma voluntária", disse Spahn.

Falando na mesma coletiva de imprensa, a ministra da Educação e Pesquisa da Alemanha, Anja Karliczek, disse que a Alemanha só espera que uma vacina esteja disponível "para amplas camadas da população" em meados de 2021.

A estimativa é semelhante a uma avaliação recente da Organização Mundial de Saúde.

Karliczek insistiu que a Alemanha e a União Europeia não pretendem tomar "atalhos arriscados" na corrida para desenvolver uma vacina segura e eficiente. "Queremos uma vacina segura e eficaz, não necessariamente a primeira", disse Spahn.

Ela salientou que o governo alemão disponibilizou cerca de 750 milhões de euros (R$ 4,7 bilhões) em financiamento para ajudar três empresas do país que vêm desenvolvendo vacinas.

Duas empresas que estão com as pesquisa bastante avançadas, a alemã BioNTech – que se associou à gigante americana Pfizer – e a CureVac, receberão 375 milhões e 230 milhões de euros, respectivamente. Negociações com uma terceira empresa, a IDT Biologika, estão em fase final.

Como parte do acordo, a empresa que for bem-sucedida no desenvolvimento de uma vacina eficaz deve reservar 40 milhões de doses para a Alemanha.

 A Alemanha também já garantiu 54 milhões de doses por meio de um contrato que inclui toda a União Europeia com a farmacêutica AstraZeneca, que desenvolve sua vacina com a Universidade de Oxford.

Assim que uma vacina receber a aprovação regulatória necessária, o ministro Spahn disse que espera que sua aplicação seja uma questão de "dias ou poucas semanas".

Ele advertiu, no entanto, que nem todos teriam acesso a uma dose no primeiro dia, apontando que a prioridade deve ser concedida a certos grupos, como idosos e agentes de saúde.

Durante a pandemia, a Alemanha obteve mais sucesso do que países vizinhos no combate ao vírus, em parte graças à disponibilidade de testes em massa e um rigoroso rastreamento de contatos. Mas recentemente os números voltaram a aumentar, com mais 1.407 novos casos detectados nesta terça-feira. Ainda assim, os números seguem abaixo da tendência de abril, quando o país chegou a registrar mais de 6 mil novos casos por dia. Desde o início da pandemia, a Alemanha, com uma população de 83 milhões de pessoas, identificou 261.762 casos e 9.362 mortes.

JPS/afp/dpa

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