Alemanha eleva projeção de crescimento do PIB para 2021 | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 27.04.2021

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Economia

Alemanha eleva projeção de crescimento do PIB para 2021

Previsão do governo sinaliza retomada econômica após pico da pandemia. Demanda do mercado externo e produção industrial impulsionam melhora na previsão do PIB. "Daremos a volta por cima", diz ministro da Economia.

Contêineres empilhados no porto de Duisburg. Demanda no mercado externo é um dos fatores que impulsionam economia alemã

Demanda no mercado externo é um dos fatores que impulsionam economia alemã

O governo alemão aumentou a perspectiva de uma retomada econômica do país em 2021 ao anunciar uma previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% ainda este ano. O prognóstico  anterior era de 3%.

A produção industrial interna e a procura no exterior por produtos fabricados no país deverão impulsionar uma recuperação após os abalos gerados econômicos pelo coronavírus, afirmou o ministro alemão da Economia, Peter Altmaier.

"Este será o ano em que finalmente daremos a volta por cima”. "Não vamos apenas evitar o colapso econômico, mas ainda, revertê-lo. Até 2022, no máximo, teremos retomado nossa força anterior”, declarou o ministro. A previsão para o ano que vem é de um crescimento de 3,6%.

Segundo Altmaier, os prognósticos estão associados ao avanço na luta contra a covid-19 e se baseiam na presunção de que "deverá haver os primeiros passos cautelosos para um alívio [das restrições]” nos próximos meses do verão europeu.

As previsões contam leva em conta as perspectivas de uma remoção gradual das restrições de contato social nos próximos meses e a reabertura de negócios que estiveram fechados em razão da pandemia.

Isso poderá gerar uma recuperação da economia interna e dos gastos dos consumidores.

A indústria e o ambiente econômico externo são atualmente "importantes motores” do crescimento, segundo disse Altmaier.

Reação no mercado de trabalho

O ministro disse estar convencido de que o mercado de trabalho deve reagir positivamente. No segundo trimestre, até o fim de junho, aumentos significativos no emprego, em particular no caso dos chamados "minijobs” (empregos de duração limitada ou de salários abaixo de 450 euros), deverão ocorrer como resultado da reabertura do setor de bares e restaurantes.

Na média anual, o governo ainda espera uma defasagem de 60 mil vagas no mercado de trabalho, mas conta com um aumento de 290 mil novos empregos no ano que vem.

Em suas previsões, o governo alemão vem sendo mais pessimista do que alguns institutos de pesquisas econômicas que, em meados de abril, previam um crescimento de 3,7% para este ano e de 3,9% para 2022.

O ministro alemão das Finanças, Olaf Scholz, disse que a terceira onda da doença exige um "esforço enorme” por parte de todos, mas avalia que "as coisas estão melhorando lentamente”.

"Os planos europeus de resgate estarão entrando em ação. Esses planos vão dar impulso a toda a Europa”, afirmou.

rc (AFP, DPA)

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