Alemanha detém líder separatista catalão | Notícias internacionais e análises | DW | 25.03.2018
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Mundo

Alemanha detém líder separatista catalão

Carles Puigdemont, principal nome do movimento independentista da Catalunha, é detido na fronteira com a Dinamarca pela polícia alemã, quando tentava atravessar o país de carro até a Bélgica.

A polícia alemã deteve na manhã deste domingo (25/03) o ex-chefe de governo da Catalunha Carles Puigdemont, foragido da Justiça espanhola, quando ele tentava atravessar de carro a fronteira a partir da Dinamarca.

O líder do movimento separatista catalão foi detido pela polícia numa autoestrada no estado de Schleswig-Holstein. Ele havia partido da Finlândia e tentava atravessar a Alemanha por terra até a fronteira com a Bélgica.

O motivo da prisão é uma ordem europeia emitida pela Justiça espanhola contra Puigdemont. Ele é processado em seu país pelos crimes de rebelião e malversação de fundos públicos em relação ao processo de independência iniciado na Catalunha em 2017. 

Segundo a agência de notícias alemã DPA, Puigdemont foi levado para uma penitenciária em Neumünster. Autoridades analisam quanto tempo o catalão pode permanecer detido.

O vice-procurador-geral de Schleswig-Holstein, Ralph Döpper, afirmou que um tribunal alemão deve decidir somente na segunda-feira se Puigdemont permanecerá sob custódia da polícia enquanto aguarda o resultado do processo de extradição. Antes disso, ele será ouvido em audiência. Se retornar à Espanha, ele pode enfrentar até 25 anos de prisão.

Segundo o jornal alemão Kieler Nachrichten, o político catalão estaria considerando a possibilidade de solicitar asilo político na Alemanha. Segundo um porta-voz do governo de Schleswig-Holstein, as chances de Puigdemont ter o pedido reconhecido são mínimas.

Puigdemont deixou a Espanha para um autoexílio na Bélgica no ano passado, pouco depois de o Parlamento catalão fazer uma declaração simbólica de independência da Espanha.

Desde a última quinta-feira, estava na Finlândia, onde se encontraria com parlamentares. Mas, diante da possível prisão pelas autoridades finlandesas, que agiam com um mandado internacional emitido pela Espanha, ele decidiu voltar à Bélgica.

Na sexta, o juiz espanhol Pablo Llarena, da Suprema Corte, determinou que 25 políticos separatistas, incluindo Puigdemont, enfrentariam julgamentos por rebelião, malversação de fundos e sedição. 

Autoridades espanholas, ouvidas em condição de anonimato, afirmaram que a agência de inteligência da Espanha cooperou com a polícia alemã para a detenção de Puigdemont.

Após a detenção, o partido alemão A Esquerda exigiu a libertação imediata do político catalão, alegando que o delito rebelião, pelo qual ele é acusado na Espanha, não é previsto no Direito europeu.

"A Espanha é o único Estado da União Europeia que possui esse crime pré-democrático. Esse processo penal é motivado politicamente", afirmou o porta-voz da bancada da legenda no Parlamento alemão, Andrej Hunko.    

O líder da bancada do Partido Liberal Democrático (FDP), Alexander Graf Lambsdorff, cobrou uma posição do governo alemão. "Juridicamente a detenção de Puigdemont não é contestável, mas politicamente ela gera muitos problemas", afirmou ao jornal alemão Augsburger Allgemeinen.

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