Alemanha confirma: Rússia hackeou Ministério do Exterior | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 15.04.2018
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Rússia

Alemanha confirma: Rússia hackeou Ministério do Exterior

Ministro do Exterior confirma especulações da imprensa: Moscou deve estar por trás do ciberataque recente ao órgão governamental alemão. Por sua vez, presidente Steinmeier adverte contra perigos de demonizar o país.

Ministro Maas (esq.) e presidente Steinmeier chamam atenção para aspectos distintos da crise internacional com a Rússia

Ministro Maas (esq.) e presidente Steinmeier chamam atenção para aspectos distintos da crise internacional com a Rússia

O governo alemão tem que partir do princípio que o recente ciberataque a seu Ministério do Exterior foi perpetrado por Moscou, declarou o chefe da diplomacia da Alemanha, Heiko Maas, em entrevista à TV ZDF, neste domingo (15/04).

O ministro listou, além disso, uma série de "ações problemáticas" da liderança russa, incluindo a falta de progresso na implementação de um cessar-fogo no Leste da Ucrânia; um atentado empregando agente químico tóxico no Reino Unido; o apoio do país ao governo de Bashar al-Assad, na Síria; assim como seus esforços para influenciar eleições ocidentais.

"Tivemos um ataque ao Ministério do Exterior, sobre o qual temos que concluir que partiu da Rússia. Não podemos simplesmente desejar que não fosse assim. [...] E acho que não é só razoável como necessário enfatizar que não vemos essas como contribuições positivas", comentou Maas.

Em 28 de fevereiro, Berlim informou que um grupo de hackers conseguira penetrar na rede governamental de computadores, num ciberataque isolado, que pôde ser controlado. Na época, a imprensa alemã especulou se a invasão fora obra de um coletivo russo de hackers.

Steinmeier adverte contra demonização da Rússia

Por sua vez, falando ao jornal Bild am Sonntag, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, alertou para a necessidade de não desistir dos esforços diplomáticos junto à Rússia, sobretudo em face das tensões crescentes com aquela nação.

"Independente de [presidente Vladimir] Putin, não podemos declarar como inimiga a Rússia como um todo, o país e sua gente. Isso vai contra a nossa história e coloca coisas demais em jogo."

O político social-democrata admitiu que o atentado químico contra o ex-agente duplo Sergei Skripal no Reino Unido é preocupante, "mas deve nos preocupar pelo menos na mesma medida o galopante estranhamento entre a Rússia e o Ocidente, cujas consequências vão bem mais longe do que esse caso".

AV/rtr,afp,dpa

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