Alemanha bane sacolas plásticas no comércio | Meio Ambiente | DW | 27.11.2020

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Meio ambiente

Alemanha bane sacolas plásticas no comércio

Medida bane sacolas disponibilizadas no caixa a partir de 2022 mas não inclui bolsas reutilizáveis ​e sacos das seções de frutas e verduras. Oposição critica proposta como inócua para proteção ambiental.

Pessoa coloca banana numa sacola plástica

Sacos vistos nas seções de frutas estão fora da proibição. Sacolas respondem por 1% do consumo de plástico da Alemanha

O Parlamento alemão (Bundestag) aprovou nesta quinta-feira (26/11) a proibição de sacolas plásticas em lojas e supermercados a partir de 2022 da Alemanha.

Sacolas plásticas leves, do tipo que os clientes costumam pegar no caixa, devem ser banidas após um período de transição que foi estendido de seis para 12 meses a pedido da indústria.

Bolsas reutilizáveis ​​particularmente estáveis ​​e os sacos de plástico finos encontrados em setores de frutas e verduras estão excluídos da proibição.

"A sacola de plástico é o símbolo do desperdício de recursos", disse a ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, que apresentou a proposta. "Boas alternativas são cestas de compras, bolsas de pano laváveis ​​para frutas e verduras e caixas reutilizáveis na bancada de carnes e frios."

"Gota no oceano"

Para a organização ambientalista WWF, porém, a proibição é apenas um gesto simbólico. As sacolas plásticas respondem por apenas 1% do consumo de plástico da Alemanha.

Para partidos da oposição, como A Esquerda e o Partido Verde, os planos não são suficientemente ambiciosos.

A porta-voz para política ambiental da bancada parlamentar verde, Bettina Hoffmann, disse que a medida é apenas uma gota no oceano. "Infelizmente, esta minilei não vai impedir a tendência de embalagens descartáveis", lamentou,

Já os populistas de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) e os membros do Partido Liberal (FDP) classificam a medida como uma intervenção injustificada no mercado sem benefícios demonstráveis ​​para o meio ambiente.

Leis severas na África

A Alemanha até agora vinha rejeitando proibições. Uma diretiva da UE aprovada em 2015 obriga os Estados-membros a consumir apenas 40 sacolas plásticas por pessoa por ano até 2025. Em 2016, o governo alemão e a associação comercial alemã assinaram um acordo voluntário: muitos fornecedores dispensaram totalmente as sacolas plásticas, enquanto outros introduziram uma obrigação de pagamento. De acordo com a Sociedade para Pesquisa do Mercado de Embalagens, o consumo per capita no país caiu de 68 sacas por pessoa em 2015 para 24 sacas em 2018.

A África mostrou que medidas legais podem funcionar nesta área. Mais de 25 países africanos introduziram proibições nacionais. Em Ruanda, por exemplo, as sacolas plásticas foram completamente proibidas já em 2008. Quem for pego usando uma, pode ter que pagar multa. Os sacos de plástico pegos na alfândega são imediatamente confiscados. Empresários que usam sacolas plásticas ilegalmente também podem ser condenados a meses de prisão. A capital de Ruanda, Kigali, já é considerada a cidade mais limpa de todo o continente.

Atualmente, o Quênia tem a lei contra sacolas plásticas mais severas da África. Quem for pego vendendo sacolas plásticas pode ter que pagar multas de até 40 mil dólares (R$ 215 mil) e ser condenado a até quatro anos de prisão. Mesmo quem usar sacola plástica pode ser multado em até 35 mil dólares (R$ 188 mil).

MD/dpa/kna

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