Acervo etnológico de Berlim retrata capítulo pouco discutido da história alemã | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 27.02.2019
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Cultura

Acervo etnológico de Berlim retrata capítulo pouco discutido da história alemã

[Vídeo] São cerca de 500 mil objetos vindos de todos os continentes, adquiridos durante o colonialismo alemão. Artefatos farão parte do acervo do Fórum Humboldt.

Assistir ao vídeo 05:15

A coleção etnológica de Berlim foi iniciada pelos governantes prussianos há mais de 200 anos. Atualmente, os objetos pertencem à Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, um dos parceiros do Fórum Humboldt. São cerca de 500 mil objetos vindos de todos os continentes – a maioria adquirida entre os séculos 19 e 20.

O projeto do Fórum Humboldt ajudou a levantar questionamentos sobre a origem e história dos objetos. Reabrindo um capítulo da história alemã muitas vezes ignorado: o colonialismo. O Fórum Humboldt vai reunir 20 mil peças das coleções etnológicas de Berlim, mais de mil delas procedentes da África. Do final do século 19 até o ano 1918, o império alemão tinha quatro colônias no continente africano. Nesta época, a população local não era apenas explorada, mas também saqueada e brutalmente assassinada. Durante esse período, o imperador alemão recebeu um presente valioso: o trono do rei de Bamum, na parte noroeste da atual República de Camarões – na época colônia alemã.

De acordo com Hermann Parzinger, presidente da Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, “é preciso encarar o passado de forma muito aberta e transparente. Na minha opinião, é uma oportunidade única para o Fórum Humboldt. Porque somente trabalhando em parceria com os países e os povos de origem desses objetos, fazendo juntos esse trabalho de revisão histórica, é que será possível abrir um novo caminho para o futuro”.

A Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano já pesquisa a origem dos artefatos há cerca de dez anos, mas os estudos se intensificaram nos últimos tempos - em parte como reação ao debate público sobre arte colonial e ao protesto de organizações que representam as vítimas.