Abrigos de refugiados esvaziam na Alemanha | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 04.04.2016
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Alemanha

Abrigos de refugiados esvaziam na Alemanha

Após fechamento da rota dos Bálcãs, quantidade de requerentes de asilo que chegam ao país diminui drasticamente. Ministro do Interior diz que "auge da crise migratória já ficou para trás".

Abrigo de refugiados em Böbrach, na Baviera

Abrigo de refugiados em Böbrach, na Baviera

A taxa de ocupação dos centros de acolhimento a refugiados na Alemanha caiu para menos da metade, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (04/04) pelo jornal alemão Bild. Nas instalações em todo o país, com lugar para 348 mil pessoas, aproximadamente 45% da capacidade está sendo usada.

Isso se deve em grande parte ao reforço dos controles de fronteira na rota dos Bálcãs e na Áustria, que deixaram cerca de 50 mil requerentes de asilo bloqueados na Grécia.

"É com grande cautela que digo que o auge da crise migratória já ficou para trás", afirmou o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, ao jornal Tagesspiegel.

Autoridades de fronteira alemãs relatam que o fluxo migratório desacelerou intensamente nas últimas semanas. O abrigo de refugiados na cidade fronteiriça de Freilassing, na Baviera, recebeu apenas um punhado de pessoas na última semana. Os refeitórios e dormitórios estavam, em grande parte, vagos. Em setembro do ano passado, o local chegou a registrar até 2 novos mil migrantes por dia.

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"Recebíamos em torno de 1,2 mil refugiados por dia, até o início de fevereiro, quando a rota dos Bálcãs foi fechada", disse Josef Flatscher, prefeito de Freilassing, localizada próxima à cidade austríaca de Salzburgo. "Desde então, os números caíram drasticamente, pode-se dizer que próximo ao zero", afirmou. Na noite anterior, apenas três pessoas chegaram à cidade.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, enfrentou pressão política no país para reduzir o número de migrantes, após 1,1 milhão de requerentes de asilo chegarem à Alemanha no ano passado. O grande número de refugiados gerou temores quanto à integração dessas pessoas na sociedade alemã e também quanto à segurança.

Merkel foi fundamental para o fechamento do acordo entre a União Europeia (UE) e a Turquia no mês passado, o qual, a partir desta segunda-feira, permite que os refugiados que se encontram na Grécia sejam devolvidos ao território turco. Por sua vez, a UE se comprometeu a acolher, na mesma proporção, refugiados sírios que estão na Turquia.

Os primeiros requerentes de asilo provenientes da Turquia chegaram a Hannover, na Alemanha, nesta segunda-feira.

RC/afp/rtr

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