A Ciência e a Pesquisa | Descubra os principais artistas e intelectuais alemães | DW | 10.08.2004
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Vida Cultural

A Ciência e a Pesquisa

A Alemanha é tradicionalmente um país de pesquisadores e inventores. Os cientistas alemães gozam de prestígio em todo o mundo. Por sua vez, o país está aberto para receber pesquisadores de outras nações.

Centro Internacional de Pesquisa Caesar em Bonn

Centro Internacional de Pesquisa Caesar em Bonn

Johannes Gutenberg, inventor da imprensa no século 15, Heinrich Hertz, que comprovou em 1888 a existência das ondas magnéticas, Paul Ehrlich, que desenvolveu a quimioterapia, e Albert Einstein, autor da Teoria da Relatividade, são exemplos do espírito investigador e inventivo que tem sido um dos fortes dos alemães ao longo dos séculos.

Altos e baixos históricos

Pesquisa e desenvolvimento floresceram na Alemanha em especial no século 19 e nas primeiras duas décadas do século 20. Já no ano em que foi instituído, 1901, o Prêmio Nobel foi concedido a alemães em duas disciplinas: o de Física, a Wilhelm Conrad Röntgen, e o de Medicina, a Adolph Emil von Behring.

No ano seguinte, o de Química foi concedido ao alemão Hermann Emil Fischer. Só até 1933, ano em que Adolf Hitler ascendeu ao poder, os alemães haviam conquistado dez prêmios Nobel de Física, 14 de Química e seis de Medicina.

O período nazista representou o fundo do poço para a ciência no país, com pesquisadores de um lado participando do genocídio praticado pelo regime contra os judeus na Europa e outros, de origem judaica, precisando fugir da perseguição, muitos dos quais para os Estados Unidos, onde deram prosseguimento a seu trabalho.

Mesmo em tempos mais recentes, encontram-se inúmeros alemães de nascimento entre os portadores do Nobel nas três categorias mencionadas. Grande parte deles, no entanto, vive e pesquisa nos Estados Unidos.

De uns anos para cá, vêm sendo intensificados os esforços no sentido de deter e reverter a tendência de emigração de pesquisadores e cientistas. Se pesquisa e desenvolvimento são as bases da moderna sociedade do conhecimento, para a Alemanha elas adquirem importância vital, por ser um país pobre em matérias-primas.

A reunificação da Alemanha, em 1990, representou um grande desafio para o setor. No Leste, onde a ciência e a pesquisa se desenvolvera durante décadas sob os ditames do regime centralista, foi necessária uma profunda reforma estrutural para alcançar uma certa padronização.

Três pilares

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento vêm crescendo de ano para ano. Em 2004, perfizeram 55,4 bilhões de euros, dos quais 69,4% (38,4 bilhões de euros) foram bancados pela economia privada. Os recursos aplicados no setor correspondem a 2,5% do Produto Interno Bruto do país.

A pesquisa científica é realizada na Alemanha em três setores: nas mais de 300 universidades do país, em centenas de institutos públicos e privados sem finalidades comerciais e em institutos e laboratórios financiados pela economia privada.

A pesquisa universitária tem tradição na Alemanha, consolidada pelo preceito da unidade entre pesquisa e ensino pregado por Wilhelm von Humboldt, que reformou as universidades prussianas no início do século 19.

As universidades são as únicas instituições na Alemanha em que a pesquisa abarca todas as disciplinas científicas. Nelas se realiza sobretudo pesquisa de base. Projetos de caráter específico e de maior porte, que envolvem equipes numerosas, tecnologia mais sofisticada e custos mais vultosos, são desenvolvidos pelos institutos extra-universitários, financiados em grande parte conjuntamente pela Federação e os estados.

Principais instituições

Darmstadt Gesellschaft für Schwerionenforschung

Sociedade de Pesquisa com Íons Pesados (GSI), de Darmstadt, uma das entidades que compõem a Comunidade Helmholtz de Centros Alemães de Pesquisa (GHF)

Basicamente são quatro as organizações científicas financiadas pelos cofres públicos que complementam as pesquisas universitárias em importantes campos do conhecimento: a Sociedade Max Planck para o Fomento das Ciências (MPG), a Comunidade Helmholtz de Centros Alemães de Pesquisa (HGF), a Sociedade Fraunhofer e a Comunidade Leibniz.

Cada uma delas dispõe de vários, muitas vezes dezenas de institutos distribuídos por todo o território alemão, cada um se dedicando a uma área específica e muitos trabalhando em rede. A entidade central de fomento à ciência e à pesquisa em universidades e institutos financiados pelo poder público é a Fundação Alemã de Pesquisa (DFG).

No setor das ciências humanas destacam-se as Academias de Ciências, que trabalham em estreita cooperação com as universidades, e das quais existem sete no país: Berlim-Brandemburgo, Düsseldorf, Göttingen, Heidelberg, Leipzig, Mainz e Munique.

Desempenham ainda papel importante as fundações científicas. Entre as financiadas pelo empresariado, podem ser citadas a Fundação Fritz Thyssen e a Fundação Volkswagen.

A Fundação Alexander von Humboldt (AvH), financiada pelos cofres federais, fornece a cientistas estrangeiros estágios para pesquisa na Alemanha e a alemães, estágios no exterior. Bolsas para acadêmicos estrangeiros são intermediadas também pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD).

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