1981: Escalada sensacional torna Greenpeace famoso na Alemanha | Os acontecimentos que marcaram o dia de hoje na História | DW | 24.06.2016
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Calendário Histórico

1981: Escalada sensacional torna Greenpeace famoso na Alemanha

Em 24 de junho de 1981, dois ativistas da organização ambientalista ocuparam durante 26 horas a chaminé de uma fábrica de pesticidas em Hamburgo. De um golpe só, o Greenpeace se tornou popular em todo o país.

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Roland Hipp (e) e Gerhard Wallmeyer: co-fundadores do Greenpeace Deutschland

Um pequeno grupo de ambientalistas alemães havia protestado contra o despejo de ácido diluído no Mar do Norte, num dia frio em outubro de 1980. Como recurso definitivo, os manifestantes se atiram na água, diante do navio, forçando a embarcação a retornar.

Era o primeiro protesto da organização ambientalista Greenpeace na Alemanha. Graças a este início, a partir de 1990 procedimentos antiecológicos como o despejo de dejetos industriais tóxicos no Mar do Norte passariam a ser proibidos por lei.

Escalada espetacular

Greenpeace Demonstration vor Patentamt München

Bonecos congelados contra as patentes sobre seres humanos (Munique, 2004)

Na década de 1980, quase ninguém na Alemanha ouvira falar do Greenpeace. A proteção ao meio ambiente em si era assunto bem pouco popular, e quem dele se ocupasse logo era taxado de hippie ou "fanático verde".

Porém uma manifestação espetacular tornaria a organização notória em todo o país. Em 24 de junho de 1981, dois ativistas do Greenpeace escalaram e "ocuparam" durante 26 horas a chaminé da firma Boehringer, em Hamburgo. Com este ataque à fabricante de pesticidas, os ambientalistas queriam chamar a atenção para os danos ao meio ambiente causados pela indústria química.

Cofundador da Greenpeace Deutschland, Gerhard Wallmeyer, relembra: "Na época, a operação apareceu no principal noticiário da televisão, em horário nobre, e em seguida recebemos três sacolas de correspondência. Foi simplesmente gigantesco". Grande parte das cartas continha doações. "De repente, passamos a precisar de um contador. " Naquele mesmo ano, é oficialmente fundada em Hamburgo a seção alemã do Greenpeace.

Um Davi contra muitos Golias

BDT Greenpeace, Aktion gegen Brandrodung

Contra as queimadas na Floresta Amazônica (Frankfurt, 2006)

Seguiram-se protestos contra a caça de baleias, despejos ilegais nos rios e contra as usinas termonucleares. Foram anos plenos de heroísmo e, segundo seus seguidores, de uma força quase mística. Anos de imagens com forte poder simbólico.

Como a luta de um punhado de manifestantes do Greenpeace, a bordo do minúsculo Solo, contra os quatro rebocadores e três barcos de segurança da multinacional Shell, em junho de 1995. Sua missão: impedir o afundamento da gigantesca plataforma de prospecção de petróleo Brent Spar no Atlântico Norte. O resultado: uma onda de indignação, e o apoio de 75% dos alemães ao boicote contra os postos de combustíveis da Shell.

Do boicote ao humor macabro

Criatividade e certo humor macabro tornaram-se duas marcas registradas das manifestações do Greenpeace. Como as espigas humanizadas diante do Reichstag (contra o milho transgênico), ou os bonecos representando bebês presos em blocos de gelo, nos protestos de abril de 2004, contra o patenteamento de genes humanos, diante do Departamento Europeu de Patentes, em Munique.

No século 21, os ativistas ambientais ampliaram o âmbito de suas atividades, englobando também o aconselhamento dos consumidores. Eles propuseram também uma geladeira ecológica, cuja tecnologia conseguiu se impor em grande escala. Sua organização Greenpeace Einkaufsnetz alerta sobre a presença de pesticidas em frutas e verduras e observa atentamente o avanço dos alimentos transgênicos.

BdT englisch 21.05.2007 Tote Delfine vor dem Brandenburger Tor

Golfinhos mortos diante da Porta de Brandemburgo (Berlim, 2007)

De missão em missão, o Greenpeace alemão tornou-se uma das maiores organizações ambientalistas do mundo. A julgar por seus próprios dados, a idade fez muito bem. Um de seus diretores executivos, Roland Hipp, avaliava em 2005: "Nos últimos 25 anos, as pessoas começaram a refletir sobre a proteção do meio ambiente. Esta é uma grande vitória do Greenpeace". (av)

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