″É hora de lutar pelos valores europeus″, diz Merkel | Notícias internacionais e análises | DW | 16.05.2019
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União Europeia

"É hora de lutar pelos valores europeus", diz Merkel

Em entrevista, chanceler federal da Alemanha fala dos perigos que rondam a União Europeia e da importância de lutar pelos princípios e valores do bloco, além de reconhecer divergências com Macron.

Angela Merkel

Merkel: "Muitos estão preocupados com a União Europeia, e eu também"

Numa entrevista publicada nesta quinta-feira (16/05) pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, reforçou a importância das próximas eleições europeias, marcadas para o fim deste mês, e manifestou preocupação com o futuro da União Europeia (UE).

"Muitos estão preocupados com a União Europeia, e eu também", comentou. "Não há dúvidas de que a União Europeia precisa se reposicionar num mundo que mudou. Algumas certezas que se firmaram no pós-Guerra não valem mais", acrescentou a chanceler federal alemã.

"Se não pudermos justificar a existência da União Europeia com uma orientação para o futuro, o projeto de paz estará em perigo mais rapidamente do que se pensa", afirmou, depois de constatar que o argumento de sete décadas de paz "não basta mais" para justificar a existência do bloco europeu.

Sobre o perigo representado pelo populismo para a UE, Merkel disse que "é hora de lutar pelos nossos princípios e valores fundamentais".

Ela rejeitou totalmente que o partido italiano Liga, do vice-primeiro-ministro Matteo Salvini, tenha lugar no Partido Popular Europeu, que reúne os partidos conservadores de centro do bloco. "É evidente que temos abordagens muitos diferentes na política migratória", disse.

Merkel listou o Brexit, a crise do euro de 2008 e a crise migratória de 2015 como os maiores desafios impostos à UE nos últimos anos. Segundo ela, os problemas com a moeda comum e com o espaço de livre circulação de Schengen atingiram dois princípios substanciais da União Europeia.

"No caso do euro, ficamos melhores. No caso de Schengen, ainda estamos no caminho", afirmou.

Ela defendeu sua decisões e posições na resolução das duas crises. "Só podemos avaliar o alcance de uma decisão se levarmos em conta também que efeitos a política contrária poderia ter tido. Se tivéssemos agido diferentemente, as consequências seriam muito piores. Essas não são decisões que se tomam na prancheta, mas respostas à vida real."

Relação com Macron

Merkel admitiu ter conflitos com o presidente francês, Emmanuel Macron, mas rejeitou categoricamente que a relação dos dois tenha piorado.

"É claro que temos conflitos", afirmou Merkel. Segundo ela, "há diferenças de mentalidade" entre ela e o líder francês, bem como na forma como entendem o próprio papel político.

Merkel ressalvou, porém, que, apesar das diferenças, ambos sempre encontram um meio-termo. "A partir das nossas posições e opiniões iniciais divergentes, sempre alcançamos um compromisso", disse.

"Nas questões centrais – para onde vai a União Europeia, a economia, quais responsabilidades temos perante o clima e a África – estamos numa frequência muito semelhante", afirmou Merkel.

Ela mencionou o "enorme progresso" que foi alcançado na área da defesa. "Decidimos desenvolver um caça e um tanque juntos. É um sinal de confiança confiarmos uns nos outros na política de defesa."

AS/ots

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