Zimbabué: Eleições intercalares vistas como ″teste″ à popularidade de Mnangagwa | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 26.03.2022

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Internacional

Zimbabué: Eleições intercalares vistas como "teste" à popularidade de Mnangagwa

Considerado o mais forte opositor do Presidente Mnangagwa, Nelson Chamisa chama a atenção para os perigos de fraude eleitoral. No Zimbabué, 28 distritos eleitorais elegem, este sábado (26.03), membros do Parlamento.

Os zimbabueanos foram, este sábado (26.03), às urnas para participar nas eleições intercalares, vistas como um teste ao partido do Presidente Emmerson Mnangagwa para as eleições gerais do próximo ano. As eleições intercalares estavam agendadas para 2020, mas foram sendo adiadas pelo governo por causa da pandemia da Covid-19.

As sondagens geraram tanto interesse que o Presidente Mnangangwa liderou vários comícios para apoiar os candidatos do seu partido ZANU-PF.

No entanto, e segundo a agência de notícias AFP, ao longo do dia, apenas foram vistas filas nas mesas de voto à hora de abertura das urnas, por volta das sete da manhã. O responsável de comunicação do partido no poder,  ZANU-PF, Tafadzwa Mugwadi, afirmou, ao início da tarde, que o processo de votação tem decorrido "bastante bem".

Oposição preocupada

O líder da oposição Nelson Chamisa, que é visto como o mais forte opositor de Mnangangwa, e que formou, recentemente, um novo partido - a Coligação dos Cidadãos para a Mudança (CCC) - considera que estas eleições são "cruciais " e servem de "simulação às eleições de 2023".

Os críticos acusam Mnangagwa, que tomou o poder em 2017 depois de Robert Mugabe ter governado durante 37 anos, de amordaçar os críticos e a oposição tem manifestado a sua preocupação de que as eleições não serão credíveis.

Esta manhã, após votar, no município de Harare, no Kuwadzana, Nelson Chamisa acusou a comissão eleitoral de parcialidade e afirmou ter alertado os blocos regionais como a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para os perigos de fraude eleitoral.

"Queremos um árbitro adequado, não este que deita o apito fora para se juntar à outra equipa", afirmou Chamisa, referindo-se à Comissão Eleitoral do Zimbabué.

"Precisamos de mudança", disse à agência de notícias francesa o eleitor Jasen Maeka, depois de votar numa mesa de voto no centro de Harare.

"Devemos dar uma oportunidade à oposição. Este governo provou ser um fracasso", acrescentou.

Assistir ao vídeo 03:45

Sátira com uma mensagem no Zimbabué

 

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