Zambézia: MDM pede novas eleições | Moçambique | DW | 22.10.2019
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Moçambique

Zambézia: MDM pede novas eleições

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na Zambézia pede a anulação das eleições, que classifica de fraudulentas. A FRELIMO teve uma vitória histórica na província. Mas estranha-se o silêncio nas ruas.

Victorino Francisco, porta-voz do MDM na província da Zambézia

Victorino Francisco, porta-voz do MDM na província da Zambézia

A comissão provincial do Movimento Democrático de Moçambique (MDM)exige a repetição das eleições, um dia depois de serem conhecidos os resultados na província da Zambézia, no centro do país.

Na frente está a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), com uma vitória histórica - a primeira maioria desde 1994 - seguida da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e do MDM. Mas o MDM não aceita os resultados, e o seu porta-voz, Victorino Francisco, diz mesmo que as eleições gerais têm de ser repetidas.

"Com tudo isso que aconteceu, o MDM não aceita [os resultados]. O mais coerente, num Estado de direito, seria que estas eleições fossem declaradas nulas, sem efeito. Devemos voltar a segundas eleições, temos que repeti-las", afirmou Francisco.

De acordo com os resultados dos editais publicados, o MDM não conseguiu atingir 20% dos votos. mas, segundo o porta-voz do partido, isso "é impossível". 

"A apresentação pública dos resultados na província da Zambézia não nos satisfez. Estas eleições foram as piores em termos de níveis de fraude, desde 1994. Se nós temos cerca de 100 mil membros na província da Zambézia, não há explicação para os nossos votos estarem abaixo disso", argumentou. 

Ouvir o áudio 01:58

Eleições em Moçambique: MDM pede repetição dos resultados

"Silêncio"

Entretanto, o analista político Lourindo Verde estranha o ambiente que se vive na Zambezia nos últimos dias.

"Todo o silêncio inscita qualquer interpretação. Quando há um falecimento, as pessoas choram. Mas, com uma vitória, as pessoas não estariam no silêncio. E isso faz-nos pensar que alguma coisa não está bem".

Segundo o politólogo, noutros pleitos eleitorais, era habitual ver pessoas de diferentes partidos a manifestarem-se a favor ou contra os resultados que iam sendo divulgados. Mas "desta vez é estranho, pois estamos a assistir um silêncio dos partidos políticos, da população em geral".

Desde a realização das eleições que as autoridades policiais têm estado preparadas para afastar qualquer manifestação influenciada pelos resultados eleitorais. Nos últimos dias, tem havido movimentações da polícia na província e carros blindados a circular. O porta-voz da corporação diz que o objetivo é manter a ordem e tranquilidade.

Mas Lourindo Verde deixa um alerta às forças de segurança: "A manifestação é um direito constitucional, desde que seja legalmente autorizada. Quando se diz que a manifestação é uma forma de incitação à violência, estaríamos a negar um direito constitucional", refere.

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