União Europeia não envia missão de observadores à Guiné-Bissau | Guiné-Bissau | DW | 08.03.2012
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Guiné-Bissau

União Europeia não envia missão de observadores à Guiné-Bissau

A União Europeia (UE) anunciou esta quinta-feira (08.03) que não vai enviar uma missão de observadores eleitorais às presidenciais de 18.03 na Guiné-Bissau, devido à falta de tempo para organizar o processo.

Cartaz da Comissão Nacional de Eleições - CNE

Cartaz da Comissão Nacional de Eleições - CNE

Joaquín González-Ducay, chefe da delegação da UE em Bissau, diz que o prazo de 60 dias previsto para organizar as eleições antecipadas pesou muito na decisão.

No entanto, a UE vai enviar dois peritos eleitorais para trabalharem em conjunto com a comissão eleitoral do país. Segundo o embaixador acreditado na Guiné-Bissau, na próxima semana chegará também ao país uma missão de dez observadores do Reino Unido que terá todo o apoio da UE no terreno.

Em fevereiro passado, a representação de Bruxelas em Bissau chegou a anunciar o envio de uma missão de peritos eleitorais para avaliar as presidenciais, que se realizam na sequência da morte, após doença, do anterior Presidente Malam Bacai Sanhá. A UE já tinha enviado missões de observação às eleições de 2005, 2008 e 2009.

Desta vez, a UE só vai enviar dois peritos eleitorais

Desta vez, a UE só vai enviar dois peritos eleitorais

Material eleitoral já está no país

Esta quinta-feira (08.03) chegou já à Guiné-Bissau todo o material eleitoral para as presidenciais. São 14 toneladas de material, avaliado em pouco de mais de 400 mil euros, do qual fazem parte 800 mil boletins de voto, três mil atas de apuramento, sínteses e cabines de voto, entre outro material.

O presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Desejado Lima da Costa, garante que está tudo a postos para o dia 18.03. “Nestes nove dias que nos restam, vamos ultimar toda a organização logística, distribuiçãoe colocação das mesas de voto”, disse.

Entretanto, o Tribunal Regional de Bissau proibiu o governo de utilizar meios do estado na campanha eleitoral, avisando que caso a ordem não seja respeitada o executivo incorrerá no crime de desobediência qualificada.

Autor: Braima Darame (Bissau)
Edição: Madalena Sampaio/ Renate Krieger

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