União Africana faz novo ultimato a militares sudaneses | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 01.05.2019
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Internacional

União Africana faz novo ultimato a militares sudaneses

União Africana dá aos militares sudaneses o prazo de 60 dias para entregarem o poder a uma autoridade de transição liderada por civis. Entretanto, manifestantes em Cartum ameaçam iniciar uma greve geral.

Protestos em Cartum (27 de abril)

Protestos em Cartum (27 de abril)

Os militares sudaneses têm 60 dias para entregar o poder a uma autoridade de transição civil. Foi este ultimato que a União Africana (UA) fez na noite desta terça-feira (30.04), numa nova tentativa de encerrar o período turbulento que se vive no Sudão desde a queda do Presidente Omar al-Bashir.

Em comunicado, a UA observou "com profundo pesar" o facto de os militares não terem respeitado o prazo de 15 dias estabelecido pela organização no mês passado para a entrega do poder a uma autoridade civil.

O novo prazo de 60 dias é uma extensão final para o Conselho Militar de Transição do Sudão atender àquela exigência, afirmou a UA.

Ameaça de greve

Entretanto, na capital Cartum, manifestantes ameaçaram na terça-feira iniciar uma greve geral enquanto os militares estiverem no poder. A Associação de Profissionais do Sudão (SPA, na sigla em inglês) e seus aliados, que organizaram os quatro meses de manifestações que tiraram al-Bashir do cargo a 11 de abril, acusam os generais de quererem permanecer poder.

Os dois lados têm negociado a formação de um novo Governo de transição, mas estão divididos sobre o papel dos militares, que é dominado pelos nomeados por al-Bashir.

Os manifestantes propuseram um conselho soberano militar-civil conjunto, composto por oito civis e sete militares. Enquanto o conselho militar propôs um conselho de 10 membros com três assentos para civis.

Os organizadores dos protestos convocaram comícios em massa para esta quinta-feira, enquanto os militares advertiram contra qualquer "caos". E exigiram que os manifestantes suspendessem os protestos diante da sede militar em Cartum.

Os protestos à porta do Ministério da Defesa começaram no dia 6 de abril, exigindo o apoio dos militares para a saída do então Presidente Omar al-Bashir. Cinco dias depois, os generais forçaram a saída de al-Bashir, que desde então encontra-se detido.

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