Uhuru Kenyatta reeleito Presidente do Quénia | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 30.10.2017
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Internacional

Uhuru Kenyatta reeleito Presidente do Quénia

Uhuru Kenyatta foi reeleito Presidente do Quénia, com 98,26% dos votos, no pleito realizado na quinta-feira (26.10.) passada, anunciou a Comissão Eleitoral nesta segunda-feira (30.10.).

O resultado das eleições, realizadas por ordem judicial após a anulação da votação de agosto, foi divulgado sem a participação de quatro condados com 1,8 milhão de eleitores registados, onde o voto foi suspenso por causa de violentos confrontos com a Polícia.

O boicote da principal coligação opositora, que pediu aos seus seguidores para não participar de um pleito que eles qualificam como "farsa", deixou Kenyatta sem rival.

O líder da oposição, Raila Odinga, 72 anos e três vezes candidato derrotado às presidenciais quenianas (1997, 2007 e 2013), boicotou a repetição da votação de quinta-feira por não terem sido concretizadas reformas na Comissão Eleitoral, responsabilizada pelo STJ pelas ilegalidades e irregularidades que estiveram na origem da anulação do escrutínio de 08 de agosto. Desconhece-se ainda se e quando Odinga irá comentar o anúncio dos resultados.

Kenia Wahlwiederholung Raila Odinga (picture-alliance/dpa/D. Bandic)

Raila Odinga

A esmagadora maioria das assembleias de voto dos quatro condados do oeste (Homa Bay, Kisumu, Migori e Siava, bastiões da oposição) não abriu as portas devido à situação que se tornou caótica na sequência dos confrontos graves entre as forças de segurança e grande parte das populações locais.

Mergulhado na incerteza, o Quénia conheceu nos últimos dias atos de violência em todo o país que, segundo balanços oficiosos, causaram nove mortes, maioritariamente na região oeste do país e nos arredores da capital, Nairobi.

Já no período pós-eleitoral de 08 de agosto, a violência também assolou o país, provocando pelo menos 49 mortos e dezenas de feridos, na maioria devido à repressão policial.

A repressão da polícia foi, por outro lado, criticada pela Amnistia Internacional (AI), que, num comunicado, condenou a "brutalidade" com que atuou contra apoiantes da oposição a seguir à votação de quinta-feira, sobretudo em Nairobi e em Kisumu, a terceira maior cidade do país.

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