Ucrânia: G7 quer expandir sanções à Rússia e pede à China que não ′mine′ as medidas | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 14.05.2022

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Internacional

Ucrânia: G7 quer expandir sanções à Rússia e pede à China que não 'mine' as medidas

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 prometeram "expandir as sanções" económicas contra a Rússia, visando setores em que o país "é particularmente dependente", e instaram a China a não 'minar' essas medidas.

No comunicado divulgado este sábado (14.05), dia em que termina a reunião de três dias, os chefes da diplomacia dos países do G7 (as sete maiores economias mundiais) referem que querem "acelerar os esforços” para "acabar com a dependência da energia russa".

Os chefes da diplomacia pedem ainda à China que "não apoie a Rússia” no ataque à Ucrânia, segundo avança a agência AFP.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 iniciaram, na quinta-feira (12.05), uma reunião de três dias, na Alemanha, país que ocupa atualmente a presidência anual rotativa do grupo, tendo convidado os homólogos da Ucrânia e da Moldava a participar no encontro.

G7 nunca reconhecerá fronteiras

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 afirmaram que o grupo nunca reconhecerá as fronteiras que a Rússia pretende impor pela força da guerra na Ucrânia.

Annalena Baerbock

Chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock

"Não reconheceremos nunca as fronteiras que a Rússia está a tentar mudar com a sua intervenção militar", disseram os ministros, numa declaração difundida no âmbito da reunião em Wangels, no norte da Alemanha.

Na declaração, os chefes de diplomacia apelaram de novo à Bielorrússia para que "pare de facilitar a intervenção da Rússia e respeite os seus compromissos internacionais".

A chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, reiterou a posição expressa na declaração e afirmou que cabe à Ucrânia decidir sobre o seu território.

"Nós apoiaremos as medidas (...) que a Ucrânia tome para garantir a liberdade e a paz no país", disse a ministra alemã em conferência de imprensa, após o encerramento do encontro do G7.

Annalena Baerbock considerou que a atitude da comunidade internacional nesta altura "será decisiva para o futuro".

Mecanismo para desmascarar propaganda russa

G7

Ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 no âmbito de uma reunião de três dias em Wangels, na Alemanha

A ministra alemã disse ainda que o G7 establecerá um mecanismo para desmascarar a propaganda russa.

Baerbock referiu também os efeitos da guerra sobre os preços dos cereais e disse que a Rússia parece decidida a ampliar a guerra a todo o mundo transformando-a numa guerra pelos alimentos.

Os ministros do G7 reiteraram a sua exigência à Rússia para que "ponha fim à guerra que começou sem provocação (por parte da Ucrânia) e ao sofrimento trágico e a perda de vidas humanas que ela continua a provocar".

Condenaram ainda "as ameaças irresponsáveis de utilisação de armas quimicas, biológicas ou nucleares" feitas pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Além da Alemanha, o G7 integra Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, com a União Europeia (UE) a participar também nas reuniões do grupo.

Os chefes da diplomacia dos países do G7 convidaram também os homólogos da Ucrânia e da Moldava a participar no encontro.

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