Ucrânia: Ataque russo faz vários mortos em Lviv | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 18.04.2022

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Internacional

Ucrânia: Ataque russo faz vários mortos em Lviv

A Rússia atacou com mísseis a cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, e atingiu diversos alvos em várias regiões, numa aparente tentativa de eliminar as defesas do país antes de um assalto em larga escala ao leste.

De acordo com o governador de Lviv, pelo menos sete pessoas foram mortas nos ataques desta segunda-feira (18.04), que causaram também "11 feridos, incluindo uma criança". Três dos feridos encontram-se "em estado grave", adiantou.

Em quase dois meses de conflito, a região de Lviv apenas registou ataques esporádicos e tornou-se no refúgio de numerosos civis, em fuga dos intensos combates noutras zonas do país. 

A cidade também se tornou numa importante região de passagem de diversos tipos de armamento fornecido pela NATO a Kiev e de combatentes estrangeiros que se têm juntado à causa ucraniana. 

O governador de Lviv, Maksym Kozytskyy, disse que os ataques de mísseis russos atingiam três infraestruturas militares e uma oficina de automóveis. As equipas de emergência estão a tentar combater os incêndios provocados pelo ataque. 

Lviv é a maior cidade do oeste da Ucrânia e um importante eixo de transportes, situando-se a apenas 80 quilómetros da Polónia, um Estado-membro da NATO. 

Ukraine Lwiw | Flüchtlinge auf dem Weg Richtung Polen

Pessoas tentam chegar à Polónia a partir de Lviv

Ataques a alvos militares

Uma potente explosão atingiu igualmente Vasylkiv, uma cidade a sul da capital, Kiev, e onde se situa uma base militar aérea, de acordo com residentes locais citados pela agência noticiosa Associated Press (AP). 

Os analistas militares referiram que a Rússia está a aumentar os seus ataques a fábricas de armamento, linhas de caminho de ferro e outras infraestruturas ao longo de todo o país para enfraquecer a capacidade da Ucrânia em resistir à anunciada ofensiva na região do Donbass, a zona industrial do leste com maioria de população russófona.  

As Forças Armadas russas indicaram que os seus mísseis atingiram no domingo mais de 20 alvos militares no leste e centro da Ucrânia, incluindo depósitos de munições, centros de comando e grupos de tropas e veículos. 

Adiantaram que a sua artilharia atingiu outros 315 alvos e que a aviação efetuou 108 ataques contra tropas e equipamento militar ucraniano. Estas informações não puderam ser confirmadas de forma independente, precisou a AP. 

No fim de semana, a Rússia também reivindicou a destruição de equipamento de radar da defesa aérea ucraniana. 

Ukraine | Raketenangriff auf Lwiw

Construções civis também foram atingidas em Lviv

Custo da destruição até ao momento

A invasão russa danificou ou destruiu até 30% das infraestruturas da Ucrânia, a um custo de 100 mil milhões de dólares, disse hoje o ministro ucraniano das Infraestruturas, acrescentando que a reconstrução poderia ser alcançada em dois anos utilizando bens russos congelados para ajudar a financiá-la.

A Ucrânia não especificou o impacto nas infraestruturas, tais como estradas e pontes, embora as autoridades afirmem que a fatura total dos danos causados a tudo, desde transportes a casas e outros edifícios, é de cerca de 500 mil milhões de dólares até à data.

"Praticamente todos os componentes das nossas infraestruturas de transportes sofreram de uma forma ou de outra", disse o ministro Oleksander Kubrakov à Reuters.

Assistir ao vídeo 02:10

Ucrânia: Moradores relatam dias de terror em Bucha

Mais de 2 mil civis mortos

Além das perdas materiais, a ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia já matou mais de 2 mil civis, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de cerca de 12 milhões de pessoas, mais de cinco milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Assistir ao vídeo 05:35

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