Três jornalistas detidos em lugar desconhecido no Egito | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 07.04.2018

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Internacional

Três jornalistas detidos em lugar desconhecido no Egito

Três jornalistas estão detidos em lugar incerto no Egito, denuncia a organização não-governamental Comité para Proteção dos Jornalistas, exigindo às autoridades egípcias a imediata libertação dos profissionais.

"Instamos as autoridades a que tornem público o lugar onde se encontram estes jornalistas e as suas acusações e que deixem de prender, arbitrariamente, profissionais de meios de comunicação", exigiu este sábado (07.04) o coordenador do Comité para Proteção dos Jornalistas (organização não-governamental situada nos Estados Unidos) para o norte de África e o Médio Oriente.

Em comunicado, Sherif Mansur acrescenta que "a censura contra os jornalistas mostra a fragilidade das autoridades egípcias em vez de realçar a sua força".

Desta vez, os jornalistas detidos foram Adel Elissa (fotojornalista freelancer), Ahmed Abdel Gawad (fotógrafo do jornal local Al Shorouk) e Mohamed Ibrahim ('blogger').

Ägypten Präsidentschaftswahlen

Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, vota nas eleições presidenciais egípcias, no Cairo, em março de 2018

Segundo Sherif Mansur, o reeleito presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi incutiu um "clima de medo em que os jornalistas não sabem se vão ou quando vão ser detidos ou sofrer outro tipo de punição".

Outras ações contra a imprensa

Entretanto, as autoridades egípcias fizeram várias ações contra meios de comunicação locais e internacionais no país.

Em março, um mês antes das eleições no país que deram a vitória a Abdel Fattah al-Sisi com 97% dos votos, uma jornalista britânica do The Times Bel Trew foi deportada por, segundo as autoridades, não ter as autorizações de permanência devidamente atualizadas.

Mais recentemente, no início deste mês, o jornal diário Al Masry al Youm foi multado em 8.500 dólares (quase sete mil euros) por escrever que o Estado tinha mobilizado os eleitores durante os três dias eleitorais através de propaganda.

Também o jornal Masr al Arabiya foi multado e chegou a ser encerrado por reproduzir uma notícia do The New York Times que dizia que "os egípcios vão dolorosamente às urnas por três dólares [2,44 euros]".

Entretanto, na quinta-feira (05.04), o diretor do jornal Masr al Arabiya, Adel Sabri, foi preso e acusado de "aderir a um grupo terrorista" e "difundir ideias que têm como fim mudar os princípios constitucionais” do país”.

O Egito ocupa o lugar 161 na lista ordenada de 180 países quanto à liberdade de imprensa feito todos os anos pela organização Repórteres Sem Fronteiras.

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