Terrorismo: Missão da União Africana avalia apoio a Moçambique | Moçambique | DW | 27.01.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Terrorismo: Missão da União Africana avalia apoio a Moçambique

Uma missão da União Africana vai avaliar, em Moçambique, o apoio necessário à luta contra o terrorismo. "Não somos insensíveis ao que se passa em Moçambique", disse o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat.

Violência armada na província Cabo Delgado já fez mais de duas mil mortes

Violência armada na província Cabo Delgado já fez mais de duas mil mortes

"Não somos insensíveis ao que se passa em Moçambique. A União Africana está empenhada na luta contra o terrorismo, seja no Sahel, seja na bacia do Chade, seja no Mali ou em Moçambique", afirmou esta terça-feira (26.01) Moussa Faki Mahamat, questionado pela Lusa, depois de se reunir, na Praia, com o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

O responsável avançou que uma missão daquela organização a Moçambique vai avaliar nos próximos dias "a modalidade prática de apoio da União Africana à luta contra o terrorismo", referindo-se à insurgência armada na província de Cabo Delgado, no norte do país.  

"Mas agimos com base no princípio da subsidiariedade. Moçambique pertence à zona da SADC [Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral], pelo que é na zona da SADC que o assunto tem sido abordado e temos estado em contacto com a SADC e com Moçambique", recordou o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros do Chade, que está em final de mandato e é recandidato, único, ao cargo, nas eleições previstas para fevereiro.

UE reforça cooperação

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, disse na segunda-feira (25.01), em Bruxelas, esperar que, "nas próximas semanas", seja alcançado um "quadro de cooperação reforçada" entre União Europeia e Moçambique, para enfrentar a "situação gravíssima" em Cabo Delgado.

Assistir ao vídeo 04:09

Terrorismo em Cabo Delgado no topo da agenda bilateral Portugal-Moçambique

Em declarações em Bruxelas, onde participou numa reunião dos chefes de diplomacia da UE, Santos Silva deu conta que explicou aos seus homólogos a "missão política" que realizou na semana passada a Maputo, "para exprimir a solidariedade europeia com a situação gravíssima que Moçambique enfrenta na sua luta contra o terrorismo e a insurgência na província de Cabo Delgado".

Lembrando que realizou esta missão "como representante do alto-representante para a Política Externa e de Segurança da UE", Josep Borrell, o ministro português reiterou que "os objetivos desta missão política foram todos cumpridos [...] e pude recolher as prioridades muito claras das autoridades moçambicanas, que querem maior cooperação da Europa na área da ação humanitária, na área do apoio ao desenvolvimento e na área da segurança", disse.

Nesta última área, Moçambique pretende sobretudo "apoio à formação e ao treino de forças militares especiais, assim como através da provisão de equipamento e de capacidade logística", precisou Santos Silva.

"Ao mesmo, as equipas técnicas dos dois lados começaram a trabalhar e, portanto, a minha expectativa é que nós, durante as próximas semanas, possamos chegar a um quadro de cooperação reforçada com Moçambique", afirmou.

A violência armada na província Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, o que levou as autoridades moçambicanas a pedir auxílio à UE.

Leia mais