Somália: Sobe para cinco número de mortos após ataque jihadista | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 03.01.2021

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Internacional

Somália: Sobe para cinco número de mortos após ataque jihadista

Na Somália, sobe para cinco número de mortos após um atentado suicida neste sábado (2.1), em Mogadíscio, reivindicado pelo grupo jihadista Al-Shabab. 14 pessoas continuam feridas, informam as fontes oficiais.

Somalia Mogadischu Autobombe an Checkpoint

Foto de arquivo

De acordo com os média locais somalis "Garowe Online", dois cidadãos turcos e três somalis foram mortos no ataque, que ocorreu a cerca de 22 quilómetros a sudoeste da capital, na mesma estrada em construção que foi atacada em dezembro de 2019 pelo grupo Al-Shabab, e matou pelo menos 92 pessoas.

Fontes da Segurança avançaram que o atacante tinha como alvo trabalhadores turcos, e que a explosão ocorreu enquanto o mesmo conduzia uma motocicleta.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco condenou "firmemente este ataque atroz contra os trabalhadores" da empresa turca que constrói esta estrada, que, afirmam, está a "contribuir para o desenvolvimento e prosperidade da Somália".

Estrada financiada pelo Qatar

Os trabalhos na estrada começaram em 2018, financiados pelo Qatar e construídos por trabalhadores da Turquia, um país com uma forte presença diplomática e comercial na Somália, em cuja capital também tem o seu maior centro de treino militar ultramarino.

A sua construção foi interrompida no ano passado após um atentado com um camião-bomba a 28 de dezembro de 2019, do grupo Al-Shabab, que matou pelo menos 92 pessoas e feriu mais de 125.

O porta-voz do grupo jihadista, Ali Dheere, disse numa mensagem transmitida na Rádio Andalus, estação de rádio oficial do grupo terrorista, que o alvo do ataque eram civis turcos e que o Al-Shabab tinha anteriormente manifestado a sua rejeição à estrada.

"Vamos continuar a atacar os turcos que invadem o nosso país", disse Dheere.

Massacre

O massacre, em que dois engenheiros turcos foram mortos, foi o pior acto terrorista que a Somália sofreu desde outubro de 2017, quando a explosão de várias camiões-bomba causou mais de 500 mortes na capital somali.

Mogadíscio sofre frequentemente ataques do Al-Shabab, uma organização afiliada à Al Qaeda desde 2012 e que controla as áreas rurais do centro e sul da Somália, um país em que procura estabelecer um estado islámico Wahhabi (ultraconservador).

A Somália vive num estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um Governo capaz de reagir, e nas mãos de milícias islámicas. 

Assistir ao vídeo 04:05

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