Somália: Forças de segurança põem fim a ataque | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 14.07.2019
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Internacional

Somália: Forças de segurança põem fim a ataque

Forças somalis reagiram a ataque extremista matando os perpetradores. UA garante continuidade da estabilização do país.

Somalia Angriff auf Hotel in Kismayo (Getty Images/AFP/STRINGER)

Hotel ficou destruído após o ataque

Entre as 26 vítimas mortais estão a proeminente jornalista somali-canadense Hodan Nalayeh e seu marido, Farid Jama Suleiman. O jornalista Mohammed Omar Sahal, correspondente da rede de televisão "SBC" baseado em Kismayo, também está entre os mortos. Três quenianos, três tanzanianos, dois americanos e um britânico também morreram no ataque, disse Ahmed Madobe, o presidente do estado regional de Jubalândia, que controla a cidade de Kismayo, onde aconteceu o ataque. 56 pessoas, incluindo dois chineses, foram feridas no ataque ao hotel, disse Madobe aos repórteres.

Pelo menos quatro membros da Al-Shabab atacaram o Hotel Asasey, na noite de sexta-feira (12.07), começando com um carro-bomba suicida no portão de entrada, seguido por uma invasão.

O ataque durou mais de 14 horas antes que as tropas matassem todos os atacantes dentro do complexo hoteleiro, disse o Coronel Abdiqadir Nur, um polícia local, à agência noticiosa Associated Press.

Os rebeldes extremistas da al-Shabab da Somália, reivindicaram responsabilidade pelo ataque. A al-Shababab, que é aliada da Al Qaeda, muitas vezes usa carros-bomba para se infiltrarem alvos fortemente protegidos, como o hotel em Kismayo.

As autoridades de segurança isolaram o local do ataque e impediram os jornalistas de tirarem fotografias ou gravarem vídeos do hotel danificado e, em alguns casos, destruíram as câmaras dos jornalistas. Os funcionários do Governo não se disponibilizaram para mais entrevistas.

Aktivistin Hodan Nalayeh (Imago/ZUMA Press)

Hodan Nalayeh

Calou-se a voz de Hodan Nalayeh

A notícia das mortes da jornalista somali- canadense Hodan Nalayeh e seu marido, Farid Jama Suleiman, foi confirmada por uma rádio independente baseada em Mogadíscio à agência de notícias Associated Press.

"Estou absolutamente devastado com a notícia da morte a nossa querida a irmã Hodan Nalayeh e seu marido num ataque terrorista na Somália," escreveu Omar Suleiman, um imã que trabalhava no Texas e conhecia a vítima, nas redes sociais.

Nalayeh nasceu na Somália em 1976, mas passou a maior parte de sua vida no Canadá, primeiro em Alberta e depois em Toronto. Fundou a TV Integração, uma empresa internacional de produção de vídeos para a internet, com foco nos telespectadores somalis de todo o mundo. Ela foi a primeira mulher somali proprietária de um meio de comunicação.

Somalia Stadtansicht Kismayo (Getty Images/AFP/P. Moore)

Vista aérea de Kismayo

O ministro Canadense da Imigração, Refugiados e Cidadania, Ahmed Hussen, lamentou a morte de Hodan Nalayeh no Twitter, dizendo que ela "destacou as histórias positivas e as contribuições da comunidade no Canadá" através do seu trabalho como jornalista. "Lamentamos profundamente a sua perda, e todos os outros mortos no #KismayoAttack", escreveu ele.

A infinita "positividade" e "amor pelas pessoas" de Nalayeh são inspiradores, disse a líder do Novo Partido Democrata do Canadá, Andrea Horwath, também no Twitter.

"Em nome do Sindicato de Jornalistas Somalis (SJS) e a fraternidade dos veículos de imprensa somalis, enviamos as mais sinceras condolências às famílias, colegas e amigos que sofreram com perda dos jornalistas Hodan Naleyeh e Mohammed Omar Sahal", afirmou em comunicado Abdalle Ahmed Mumin, secretário-geral deste sindicato.

"Este é outro dia negro para os jornalistas somalis", lamentou Munin.

Também um alto funcionário da União Africana condenou o ataque.

"Este é um ataque destinado a fazer descarrilar o progresso na Somália, enquanto o país reconstrói e consolida os ganhos obtidos com a paz e a segurança", disse Francisco Madeira, representante especial da presidente da Comissão da União Africana.

Ele disse ainda que a força multinacional da União Africana na Somália continuará a trabalhar para estabilizar o país.

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