Somália: Ataque extremista faz dezenas de mortos, incluindo um ministro | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 23.03.2019
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Internacional

Somália: Ataque extremista faz dezenas de mortos, incluindo um ministro

Ataque aconteceu no complexo de edifícios do Governo, em Mogadíscio. Entre os mortos está o vice-ministro do Trabalho. Grupo al-Shabab assumiu autoria do atentado.

Um ataque envolvendo homens armados e explosões de bombas, no complexo de edifícios do Governo da Somália, deixou pelo menos 15 mortos em Mogadíscio neste sábado (23.03), segundo informações da agência de notícias Reuters. Entre as vítimas está o vice-ministro do Trabalho, Saqar Ibrahim Abdalla.

O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista al-Shabab. Segundo a polícia, o atentado começou com duas explosões nos portões do complexo que abriga os ministérios do Governo. Em seguida, pelo menos quatro homens armados invadiram o complexo, iniciando um tiroteio.

De acordo com o capitão da polícia Mohamed Hussein, o ministro Saqar Ibrahim Abdalla foi morto no seu escritório, logo após a invasão de um dos edifícios pelo grupo de homens armados.

A mesma fonte adiantou que as forças de segurança puseram fim ao cerco feito pelo grupo armado ao edifício, depois de trocas de tiros com os atacantes, que foram mortos.

Além do vice-ministro, também estão entre os mortos alguns polícias. Do ataque resultaram ainda pelo menos 10 feridos, segundo a mesma fonte policial.

Insurgência

Estes ataques tornaram-se uma especialidade do grupo ligado à Al-Qaeda, que está a conduzir uma insurreição armada contra o que vê como influência estrangeira na Somália.

Em 2010, o al-Shabab declarou sua lealdade à Al-Qaeda. No ano seguinte, o grupo foi expulso de Mogadíscio pela missão de imposição da paz da União Africana, a AMISOM. Desde então, eles perderam muitas de suas fortalezas, mas mantêm o controlo de grandes áreas rurais do país e continuam a travar combates contra o Governo, frequentemente atingindo Mogadíscio.

Em outubro de 2017, um camião-bomba em um bairro movimentado da capital matou mais de 500 pessoas, o mais mortífero ataque na Somália até hoje.

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