Somália: 45 mortos em ataques contra palácio presidencial e hotel | NOTÍCIAS | DW | 24.02.2018

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Somália: 45 mortos em ataques contra palácio presidencial e hotel

Autoridades atualizam balanço dos ataques de sexta-feira (23.02), que deixaram ainda 36 feridos. Al-Shabab já reivindicou responsabilidade.

Pelo menos 45 pessoas foram mortas e 36 ficaram feridas, na sexta-feira, em dois atentados com carros armadilhados que visavam o palácio presidencial e um hotel da capital da Somália, segundo um membro do Governo citado sob a condição de anonimato pela agência de notícias Reuters.

"Nós temos pelo menos 38 mortos", afirmou Abdukadir Abdurahman Aden, do serviço de ambulâncias, à agência de notícias francesa AFP, que na sexta-feira tinha anunciado um primeiro balanço provisório de 18 mortos.

A primeira explosão, seguida de um tiroteio com armas automáticas, atingiu um posto de controlo perto da Villa Somalia, a sede do Governo, e pouco depois uma segunda explosão ocorreu próximo do hotel Doorbin.

"Posso confirmar que ocorreu um ataque perto do palácio presidencial", disse Ibrahim Mohamed, um oficial da polícia somali. 

"Outro carro carregado de explosivos detonou perto de um hotel recém-inaugurado", referiu ainda Mohamed.

Al-Shabab visava Governo e forças de segurança

Somalia Mogadischu Autobomben Anschlag

Ambulância chega ao local da explosão, junto ao palácio presidencial.

De acordo com um oficial das forças de segurança, Abdulahi Ahmed, cinco dos atacantes foram mortos por agentes governamentais e "a situação está de volta ao normal".

O grupo extremista Al-Shabab, filiado na Al-Qaeda, assumiu a responsabilidade pelos ataques num comunicado publicado na internet, afirmando que visava o Governo e as forças de segurança somalis.

A Al-Shabab tem tentado, desde 2007, derrubar o frágil Governo central da Somália, apoiado pela comunidade internacional e por mais de 20 mil soldados da força da União Africana (UA), composta por elementos vindos do Uganda, Burundi, Djibouti, Quénia e Etiópia.

Em outubro, mais de 500 pessoas morreram em duas explosões em Mogadíscio. Foram os ataques mais mortíferos desde o início da insurgência da Al-Shabab, que não reivindicou a responsabilidade por estes atentados.

Leia mais