Sissoco: ″Não sou ditador, mas não vou permitir desordem no MADEM-G15″ | Guiné-Bissau | DW | 26.07.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Guiné-Bissau

Sissoco: "Não sou ditador, mas não vou permitir desordem no MADEM-G15"

Presidente da Guiné-Bissau responde a acusações do líder do MADEM-G15, até agora um aliado, que se demarcou do regime e alertou para a implementação da ditadura. "MADEM não é propriedade de ninguém", diz Sissoco Embaló.

O chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, lamentou esta segunda-feira (26.07) as declarações feitas por Braima Camará, coordenador do Movimento de Alternância Democrática (MADEM-G15), partido que lidera a coligação, no poder no país.

Os dois têm sido importantes aliados nos últimos anos. Sissoco Embaló é o terceiro coordenador do MADEM-G15, liderado por Braima Camará. Na semana passada, Camará avisava que não vai aceitar a implementação da ditadura na Guiné-Bissau e demarcou-se do atual regime, que acusa de interferência até nos assuntos religiosos.

"É lamentável que estas declarações foram feitas por um dos membros da coligação no Governo. Tenho direito de reserva em como não tenho comentário por fazer", disse o chefe de Estado guineense à imprensa local, nesta segunda-feira.

O chefe de Estado guineense responde e deixa o alerta: "Eu, enquanto Presidente da República, não vou permitir desordem nem no MADEM, nem no APU-PDGB, PRS e nem no PAIGC".

Sissoco Embaló critica ainda o facto de o líder do MADEM ter estado a criticá-lo na imprensa: "Há problemas que não devem ser tratados na rua, porque nunca despimos a roupa na feira, mas sim dentro. Há que haver a cultura de Estado e de diálogo".

Guinea-Bissau I MADEM G-15

Presidente recebe protestos de MADEM-G15

"Não há ditadura"

O Presidente guineense nega ser um ditador e diz que todas as instituições do Estado estão a funcionar em pleno. Sissoco Embaló afirma ainda que é um árbitro que acabou com a "desordem na Guiné-Bissau".

O Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), o Partido de Renovação Social (PRS) e Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) assinaram  um acordo de incidência parlamentar e governativa para a estabilidade da Guiné-Bissau. O acordou permitiu a formação do atual Governo, liderado por Nuno Gomes Nabiam.

Umaro Sissoco diz que é preciso diálogo no seio da coligação, mas avisa que não vai permitir a desordem no MADEM-G15, porque, disse, "não é propriedade de ninguém".

Neste fim-de-semana, o líder do MADEM-G15 início um périplo pelas regiões, onde disse que vai mudar toda a estrutura do partido devido a traição e a tentativa de o afastar da liderança. 

Assistir ao vídeo 04:01

Aristides Gomes em exclusivo à DW: Ex-PM guineense denuncia rotura na democracia

Leia mais