″Se Chang for extraditado para Moçambique vai ser preso″ | Moçambique | DW | 05.06.2019
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Moçambique

"Se Chang for extraditado para Moçambique vai ser preso"

A presidente do Parlamento moçambicano, Verónica Macamo, garante que o ex-ministro das Finanças e deputado da FRELIMO Manuel Chang, preso desde dezembro na África do Sul, será detido assim que chegar a Moçambique.

Manuel Chang foi detido a pedido dos EUA, por fraude e lavagem de dinheiro.

Manuel Chang foi detido a pedido dos EUA, por fraude e lavagem de dinheiro.

"Se ele [Manuel Chang] for extraditado para Moçambique vai ser preso, porque isso já foi pedido", disse Verónica Macamo à margem de um evento em Maputo. 

Juristas moçambicanos têm defendido que uma eventual detenção do ex-ministro das Finanças de Moçambique à sua chegada a Maputo, no âmbito do processo das dívidas ocultas, seria inconstitucional, porque o atual deputado goza de imunidade parlamentar.

Apesar de não ter sido retirada a imunidade ao deputado, a presidente do parlamento moçambicano reitera que Manuel Chang será detido, considerando que a retirada de imunidade de um deputado é "um processo". "Tudo está a seguir os seus trâmites. Isto é um processo e tem o seu tempo", assegurou Verónica Macamo.

Dívidas ocultas

O anúncio de que Manuel Chang, detido em dezembro na África do Sul a pedido dos Estados Unidos da América na investigação às dívidas ocultas, seria extraditado para Moçambique e não para o território norte-americano foi anunciada em maio.

Assistir ao vídeo 01:06

Decisão sobre extradição de Chang "não surpreendeu"

Manuel Chang, 63 anos, antigo governante moçambicano e atual deputado da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde 1975, encontra-se detido desde dezembro na África do Sul, a pedido dos EUA, por fraude e lavagem de dinheiro.

Em causa estão os empréstimos no valor de 2,2 mil milhões de dólares (1,97 mil milhões de euros) para criar as empresas públicas moçambicanas EMATUM, Proindicus e MAM pelas subsidiárias londrinas dos bancos Credit Suisse e do russo VTB.

Os indícios de suborno, lavagem de dinheiro e fraude levaram a justiça norte-americana a processar vários intervenientes, nomeadamente o mediador da Privinvest Jean Boustani, os antigos banqueiros do Credit Suisse Detelina Subeva, Andrew Pearse e Surjan Singh, e o antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang.

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