Retirada de estrangeiros do Afeganistão a um ritmo ″frenético″ | Terrorismo e Conflitos | DW | 16.08.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Terrorismo e Conflitos

Retirada de estrangeiros do Afeganistão a um ritmo "frenético"

A chanceler alemã, Angela Merkel, aponta problemas políticos internos dos EUA como um dos motivos para a retirada das tropas ocidentais do Afeganistão. China mantém a embaixada aberta e Rússia não prevê evacuar cidadãos.

Tem estado a decorrer a um ritmo descrito como "frenético" a retirada de diplomatas e cidadãos estrangeiros através do aeroporto internacional de Cabul. No domingo (15.08), a cidade foi tomada pelas forças talibãs.

A Alemanha e a França fazem parte do grupo de países que já começaram a retirada de diplomatas e pessoal contratado localmente. Outros países da NATO como o Reino Unido, Itália, Dinamarca, Espanha e Suécia também fizeram o mesmo.

Países como Finlândia, Suíça e Espanha anunciaram igualmente que as suas equipas no terreno, intérpretes e outros afegãos que trabalhavam nas embaixadas também serão evacuados. "A nossa prioridade agora é repatriar os cidadãos espanhóis assim como os cidadãos afegãos que trabalham connosco e que correm risco de segurança", disse o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska.

Alemanha garante apoio

Na sua primeira conferência de imprensa desde que os talibãs reclamaram a vitória no Afeganistão, a chanceler alemã alertou para uma crise iminente se aqueles que fogem do país não forem apoiados.

"Este é um desenvolvimento extremamente amargo. Amargo, dramático e aterrador", disse a Angela Merkel no início da noite desta segunda-feira (16.08).

Deutschland | PK Angela Merkel zu Afghanistan

Angela Merkel falou sobre a crise no Afeganistão em conferência de imprensa na noite desta segunda-feira

A operação da NATO liderada pelos EUA no Afeganistão conseguiu menos do que o planeado, avaliou a chefe do Governo alemão, que prestou homenagem aos 59 soldados alemães que perderam a vida durante o conflito no Afeganistão, bem como aos que foram feridos em ação.

"Estou a pensar na dor de famílias de soldados que perderam a vida a lutar no Afeganistão. Agora tudo parece que foi em vão".

Angela Merkel também disse que Berlim vai trabalhar para oferecer apoio e refúgio, particularmente aos afegãos que ajudaram os militares alemães. E que as condições caóticas em Cabul estavam a tornar a operação "extremamente difícil".

Apoio dos EUA

A Alemanha conta com as tropas dos Estados Unidos da América (EUA) para ajudar a manter o controlo do aeroporto de Cabul, para que a evacuação seja possível.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, decidiu reforçar com mil soldados o contingente de cinco mil militares responsáveis pela segurança do aeroporto militar de Cabul, de onde serão retiradas 30 mil pessoas para os Estados Unidos.

Afghanistan Einmarsch der Taliban in Kabul

Talibãs declararam vitória e o fim da guerra

A chanceler alemã também afirmou que os problemas políticos internos dos EUA são um dos motivos da retirada das tropas da NATO do Afeganistão depois de duas décadas, afirmou à AFP uma fonte da União Democrata-Cristã (CDU), o partido de Angela Merkel.

A chanceler também garantiu que a Alemanha vai apoiar todos os países próximos do Afeganistão, caso haja tentativas de golpe de Estado ou aumento do fluxo de refugiados.

Rússia e China devem manter-se no país

A Rússia já fez saber que não planeia evacuar a sua embaixada em Cabul. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Zamir Kabulov, disse que os talibãs asseguraram que a Rússia estaria entre os países cujas embaixadas estariam seguras. "Não está prevista nenhuma evacuação", disse Kabulov, emissário do Kremlin ao Afeganistão, citado pela agência russa Interfax.

A China também declarou que a sua embaixada em Cabul continuará em funcionamento. No entanto, o país já começou a evacuação de cidadãos há meses. Além disso, a embaixada pediu aos chineses que ficaram no país do Médio Oriente para não saírem em casa.

A bandeira norte-americana foi esta segunda-feira (16.08) retirada da embaixada dos EUA em Cabul, numa altura em que praticamente todos os funcionários se encontram no aeroporto à espera de sair do Afeganistão.

A chegada a Cabul dos talibãs precipitou a saída do país, no âmbito de uma grande ofensiva iniciada em maio, altura em que começou a retirada das tropas norte-americanas e da NATO, que deverá ficar concluída no final deste mês.

Artigo atualizado às 18h52 do Tempo Universal Coordenado (UTC) com as informações da conferência de imprensa da chanceler Angela Merkel.

Assistir ao vídeo 01:55

Refugiados do Afeganistão fogem para Deli

Leia mais

Áudios e vídeos relacionados