Resultados definitivos das eleições não calam acusações de fraude em Bissau | Guiné-Bissau | DW | 28.03.2012
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Guiné-Bissau

Resultados definitivos das eleições não calam acusações de fraude em Bissau

Os resultados definitivos das presidências antecipadas na Guiné-Bissau, anunciadas na quarta-feira, 28 de março, confirmam os números preliminares: Carlos Gomes Júnior, do partido governamental PAIGC, é o vencedor.

Carlos Gomes Júnior tem motivos para celebrar

Carlos Gomes Júnior tem motivos para celebrar

O anúncio dos resultados definitivos foi motivo de festa na sede do Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde (PAIGC), que apoia Carlos Gomes Júnior. Já na sede do Partido da Renovação Social (PRS), que apoia Kumba Ialá, reinou o silêncio absoluto.

Kumba Ialá obteve o segundo maior número de votos, tendo sido indicado para disputar a segunda volta do sufrágio, marcada para o dia 22.04. Esta foi a data anunciada pelo presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Desejado Lima da Costa

Kumba Ialá persiste na recusa

A segunda volta das eleições presidenciais está marcada para 22 de abril

A segunda volta das eleições presidenciais está marcada para 22 de abril

Já antes da divulgação dos resultados definitivos, cinco dos nove candidatos nas eleições presidenciais exigiram a anulação do processo eleitoral, alegando fraude. Desejado Lima da Costa esclareceu que a lei da Guiné-Bissau não admite a anulação das eleições e que e que as irregularidades invocadas não afetam o resultado nacional

Reagindo aos resultados definitivos, o segundo candidato mais votado, Kumba Ialá, reafirmou que não disputará a segunda volta. Ialá insiste na anulação de todo o processo: "A educação cívica não foi observada, o recenseamento das pessoas não foi observado, vários cidadãos ficaram de fora e não participação ativa na escilha dos seus mandatários. O que não se conforma com a democracia".

Enquanto isso, o candidato mais votado na primeira volta, Carlos Gomes Júnior, conta com uma vitória retumbante no sufrágio do próximo dia 22.04: "Temos confiança não só nos nossos militantes mas no povo da Guiné-Bissau, que quer a paz, a estabilidade e o desenvolvimento. Portanto tenta votar na pessoa capaz de assegurar isso".

Observadores internacionais voltam ao terreno

Kumba Ialá reitera que não disputa a segunda volta

Kumba Ialá reitera que não disputa a segunda volta

Entretanto, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), anunciou o envio de uma missão de observadores para a segunda volta das eleições presidenciais. A missão junta elementos da CEDEAO, da União Africana e da Organização das Nações Unidas (ONU), de acordo com o comunicado final da conferência de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, realizada, na terça-feira, 27 de março, em Abidjan, na Costa do Marfim.

A Guiné-Bissau fez-se representar pelo seu presidente Interino, Raimundo Pereira, que manifestou a esperança de que prevalecerá o diálogo para não colocar em risco a frágil democracia no país, e apelou para que os problemas sejam resolvidos no fórum próprio: "Penso que estamos numa aprendizagem democrática. Por isso considero que depois das eleições haja contestação. Mas penso que há vias próprias para isso".

Autor: Braima Darame (Bissau)
Edição: Cristina Krippahl/Renate Krieger

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