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Residência de analista atacada a tiros em Bissau

8 de fevereiro de 2022

A casa do analista político Rui Landim, em Bissau, foi alvo de um ataque na noite desta terça-feira. Homens armados dispararam contra o portão e lançaram gás lacrimogéneo dentro da casa, denunciou o próprio à DW.

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Guinea-Bissau Rui Landim Rechtsanwalt
Foto: DW/B. Darme

A casa do analista político Rui Landim foi alvo de um ataque na noite desta terça-feira (08.02) perpretado por um grupo de homens armados que disparou contra o portão e lançou gás lacrimogéneo no interior da casa.

"Estou dentro [de casa] só com as crianças. Estão lá fora a disparar contra o portão. Lançaram gás lacrimogéneo dentro do quarto da minha neta, que está sufocada. Apenas estou com as crianças cá em casa. Os vizinhos dizem para não sair porque há uma viatura cheia de homens armados lá fora", relatou à DW o politólogo guineense em situação de aflição.

Rui Landim diz que o grupo de homens com uniformes da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) forçou a entrada na sua residência, mas não conseguiu derrubar o muro da vedação. 

"As crianças estão em pânico"

"Insistiram mas não conseguiram, devido à intervenção dos vizinhos. Mas há informações de que estão nas imediações à espera do 'calar da noite' para voltarem. As crianças estão em pânico e a chorar", descreve Rui Landim, que é também comentador permanente da Rádio Capital FM, atacada na segunda-feira passada.

Rui Landim não tem dúvidas de que o ataque tem a ver com a análise que faz  sobre a situação política da Guiné-Bissau na imprensa nacional e estrangeira, mas sobretudo no seu espaço radiofónico às segundas-feiras, "Pontos nos Ís", na emissora privada Capital FM.

"Lamento que o país tenha chegado a esse nível em que se instalou no país um sistema de terror, com insegurança generalizada. É um clima de terror o que se vive", concluiu Landim, que teme pela vida e pede intervenção da comunidade internacional. 

Também o jurista Luís Vaz Martins foi alvo de ataque, mas fontes confirmam que saiu ileso da sua residência. Contactado pela DW, Vaz Martins diz que ainda não está em condições de gravar entrevista por estar a procurar um lugar seguro para se esconder.

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