República Centro-Africana: Governo e grupos armados assinam acordo de paz | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 05.02.2019

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Internacional

República Centro-Africana: Governo e grupos armados assinam acordo de paz

Governo da República Centro-Africana (RCA) e 14 grupos armados assinaram esta terça-feira, no Sudão, um acordo de paz negociado nas últimas duas semanas sob a égide da União Africana. Conflito prolonga-se desde 2013.

Conflito já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados

Conflito já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados

O acordo foi assinado em Cartum pela ministra de Defesa centro-africana, Marie-Noëlle Koyara, e representantes dos grupos rebeldes, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente do país, Faustin Archange Touadéra.

Também estiveram presentes o Presidente do Sudão, Omar al Bashir, O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, e representantes de outras organizações regionais.

O acordo, cujo conteúdo não foi divulgado pelas partes, será referendado na capital, Bangui, nos próximos dias, em data ainda não especificada.

As conversações de paz começaram em Cartum  a 24 de janeiro, sob mediação da UA, ONU e Comunidade Económica dos Estados da África Central. Ambas as partes anunciaram que chegaram a um acordo no sábado passado.

Assistir ao vídeo 05:45

Fugir da violência na República Centro-Africana

A 19 de junho, o governo e 13 dos 14 grupos armados ativos no país já tinham assinado um acordo de paz que incluía um cessar-fogo e a atribuição de representação política às milícias, mas no dia seguinte novos combates causaram cerca de cem mortes.

Sete acordos de paz

Desde o início da crise na RCA já foram assinados sete acordos de paz, sem que algum tivesse conseguido trazer a estabilidade ao país.

Com cerca de 4,9 milhões de habitantes, o país vive um complicado processo de transição desde que em 2013 os rebeldes Séléka derrubaram o Presidente François Bozizé.

Esse episódio gerou uma onda de violência a entre muçulmanos e cristãos que causou milhares de mortes e deixou centenas de milhares de deslocados. O conflito já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.