RENAMO ameaça romper com negociações de paz depois do ″fiasco″ das autárquicas | Moçambique | DW | 13.10.2018
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Moçambique

RENAMO ameaça romper com negociações de paz depois do "fiasco" das autárquicas

Ossufo Momade, coordenador interino do maior partido da oposição, RENAMO, critica silêncio do Presidente Filipe Nyusi e acusa a FRELIMO de estar "a empurrar" o país para um novo ciclo de violência.

Ossufo Momade, que falava este sábado (13.10) em teleconferência a partir da serra da Gorongosa para a imprensa em Maputo, disse que "se o voto popular não for respeitado, a RENAMO vai romper com as negociações e as consequências que daí advirem serão de inteira responsabilidade do Presidente da República [Filipe Nyusi] e da FRELIMO".

Para o coordenador interino da RENAMO, o processo de votação foi "um verdadeiro fiasco", tendo sido registadas situações em que os presidentes das mesas entregavam dois ou mais boletins de votos a um eleitor previamente identificado como membro da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder. "Isto foi constatado um pouco por todos os municípios, com maior incidência em Massinga, na província de Inhambane, Dondo, em Sofala, e Maganja da Costa, na Zambézia", afirmou.

Ossufo Momade acusou ainda o chefe de operações do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) em Marromeu, província de Sofala, e a Polícia da República de Moçambique de retirarem ilegalmente 10 mesas de votação para falsificar resultados, exigindo que o apuramento seja refeito naquele distrito.

Silêncio geral?

Para além destas denúncias, a RENAMO apontou ainda irregularidades nos municípios de Alto Molocue, na Zambézia, e Vila de Monapo, em Nampula, acusando os órgãos eleitorais locais de terem falsificado editais quando notaram que o principal partido de oposição estava em vantagem. "O que mais nos preocupa é o silêncio cúmplice do Presidente da República", frisou Ossufo Momade, acrescentando que "a FRELIMO quer empurrar a RENAMO para um novo ciclo de conflitos".

"Não queremos guerra, mas também não admitimos e nem aceitamos qualquer tentativa de por em causa a vontade popular", concluiu Ossufo Momade, que critica o suposto silêncio das organizações da sociedade civil e da comunidade internacional.

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