Refugiado ruandês assassinado em Moçambique | Moçambique | DW | 13.09.2021

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Moçambique

Refugiado ruandês assassinado em Moçambique

Revocant Karemangingo foi morto a tiros no bairro Liberdade, Matola, na tarde desta segunda-feira (13.09). Segundo jornal moçambicano, vitima teria sido interpelada por desconhecidos e baleado à queima-roupa.

Revocant Karemangingo foi morto a tiros no bairro Liberdade, na Cidade da Matola, na tarde desta segunda-feira (13.09). Segundo o jornal Carta de Moçambique, Karemangingo teria sido interpelado por desconhecidos e baleado à queima-roupa.

O vice-presidente da Associação dos Refugiados Ruandeses em Moçambique (ARRM), Revocant Karemangingo, foi executado esta segunda-feira (13.09) na Cidade da Matola, na província de Maputo.  "A Carta” terá confirmado com o presidente da ARRM, Cleophas Habiyareme.

Segundo o jornal moçambicano, Karemangingo teria sido interpelado por desconhecidos e baleado à queima-roupa.

Também o presidente da ARRM, Cleophas Habiyareme, confirmou à DW o facto.

De recordar que o jornalista ruandês Ntamuhanga Cassien continua desaparecido desde maio. Cassien teria sido raptado por indivíduos desconhecidos que teriam se apresentado como agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM). Segundo informações da ARRM, havia no grupo um cidadão ruandês que se expressava na língua local.

Medo na comunidade ruandesa

Ainda não há qualquer informação divulgada pela polícia moçambicana sobre as razões do crime. Em entrevista concedida à DW África há pouco mais de um mês, Habiyareme estava com algum receio sobre a presença de militares ruandeses em Moçambique. O presidente da ARRM mantinha cautela nas suas declarações para não criar pânico na comunidade ruandesa em Moçambique.

Como Moçambique assinou a Convenção de Genebra sobre a proteção dos refugiados, para Habiyaremeye, não fazia sentido que uma força convidada para uma missão bem definida aproveitasse a oportunidade para cometer "terrorismo contra os refugiados".

"A segurança dos refugiados é da responsabilidade do Governo. Acho que o Governo não vai e nem pode permitir isso, porque a perseguição ao refugiado é igual ao terrorismo", sublinhou Habiyareme.

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