Reconstrução da Ucrânia custará mais de 750 mil milhões de dólares | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 05.07.2022

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Internacional

Reconstrução da Ucrânia custará mais de 750 mil milhões de dólares

O Governo da Ucrânia propõe que se financie com dinheiro russo parte da reconstrução do país no pós-guerra. Segundo Kiev, serão necessários mais de 750 mil milhões de dólares (mais de 718 mil milhões de euros).

Primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmygal, abriu a Conferência de Lugano

Primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmygal, abriu a "Conferência de Lugano"

Aliados da Ucrânia, instituições internacionais e setor privado concluem hoje uma reunião de dois dias na Suíça para lançar um "plano Marshall" para a reconstrução do país, invadido e em parte destruído na sequência da ofensiva russa.

Numa intervenção por videoconferência na segunda-feira (04.07), na abertura da

"Conferência de Lugano", que conta com a participação de pelo menos 38 países, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou aos países democráticos para aderirem ao plano de reconstrução da Ucrânia.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmygal, sugeriu que os bens russos congelados devem ser usados para cobrir parte dos 750 mil milhões de dólares (mais de 718.800 milhões de euros) que poderão ser gastos no plano.

"Quem deveria pagar o plano de reconstrução, que já está estimado em 750 mil milhões de dólares?", questionou. O próprio chefe do Governo respondeu que esse financiamento deve incluir os ativos russos congelados no âmbito das sanções impostas à Rússia por ter invadido a Ucrânia.

As estimativas do montante de ativos russos em causa variam entre 300.000 milhões e 500.000 milhões de dólares (entre cerda de 287.500 milhões e mais de 479.000 milhões de euros), de acordo com Chmygal.

A conferência deverá ser marcada por uma declaração comum que deve estabelecer as "prioridades, método e princípios" deste projeto de recuperação.

Aliados da Ucrânia, instituições internacionais e setor privado concluem hoje reunião de dois dias em Lugano, na Suíça

Aliados da Ucrânia, instituições internacionais e setor privado concluem hoje reunião de dois dias em Lugano, na Suíça

Putin ordena continuação da guerra

As forças russas estão agora concentradas em avançar para a província oriental de Donetsk, depois de assumirem efetivamente o controlo da vizinha Luhansk.

O Presidente russo, Vladimir Putin, ordenou segunda-feira (04.07) que as forças russas continuem a ofensiva no leste da Ucrânia, um dia após a tomada de Lysychansk.

Em Moscovo, durante uma reunião com seu ministro da Defesa, Sergei Shoigu, o Presidente russo deu ordem às tropas russas para "realizarem a sua missão" com os "planos já aprovados".

No domingo à noite, o exército ucraniano anunciou a retirada de suas unidades em Lysychansk, o último bastião de Kiev na região de Lugansk (leste), que Moscovo diz ter agora o controlo total.

Lysychansk, o último bastião de Kiev na região de Lugansk

Lysychansk, o último bastião de Kiev na região de Lugansk

Ucrânia "não se deixa intimidar"

O Presidente ucraniano diz que as forças ucranianas "não se deixam intimidar" perante a ofensiva russa.

Volodymyr Zelenskyy afirmou, no seu habitual discurso noturno, que as forças ucranianas estão a resistir aos contínuos avanços da Rússia após a captura de Lysychansk.

"Não houve mudanças significativas no campo de batalha nas últimas 24 horas", disse Zelenskyy.

"As Forças Armadas da Ucrânia respondem, recuam e destroem o potencial ofensivo dos ocupantes dia após dia. Trata-se de uma tarefa difícil, que requer tempo e esforços sobre-humanos, mas não temos alternativa", sublinhou.

Líderes da UE decidem estatuto de candidato para a Ucrânia