RCA: Presidente Touadéra anuncia recolher obrigatório para travar rebelião | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 07.01.2021

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Internacional

RCA: Presidente Touadéra anuncia recolher obrigatório para travar rebelião

Recém-reeleito Presidente Faustin-Archange Touadéra anunciou esta quinta-feira (07.01) um recolher obrigatório na República Centro-Africana (RCA). País é palco de ofensiva rebelde e tem dois terços do território ocupado.

Uma coligação composta pelos seis movimentos mais poderosos da RCA lançou uma ofensiva 10 dias antes das eleições de 27 de dezembro, possibilitando a ida às urnas a apenas um em cada dois eleitores por causa da insegurança no país.

O progresso dos rebeldes tem sido até agora retardado ou mesmo bloqueado - estando relativamente longe de Bangui - pelas forças lealistas, capacetes azuis e, sobretudo, pelos reforços de combatentes russos e ruandeses. 

Mas agora Faustin-Archange Touadéra impôs um novo travão. "Está em vigor um recolher obrigatório em toda a República Centro-Africana, das 20:00 às 05:00", anunciou esta quinta-feira (07.01) o Presidente numa declaração lida na rádio nacional, sem adiantar mais pormenores. 

Em 19 de dezembro, a Coligação dos Patriotas pela Mudança (CPC) anunciou "uma grande e inexorável marcha" em Bangui para assumir o controlo de todo o território. 

Touadéra culpa Bozizé

Touadéra acusa o seu principal rival, o antigo Presidente François Bozizé, de ser o instigador de uma tentativa de "golpe de Estado".  

Francois Bozize

François Bozizé, antigo Presidente da República Centro-Africana

As eleições presidenciais e legislativas, que muitos previram ser impossíveis de realizar, ocorreram em 27 de dezembro, contra todas as probabilidades, neste país da África Central que se encontra em guerra civil há oito anos. 

Na segunda-feira (04.01), as autoridades eleitorais declararam Touadéra reeleito com 53,92% dos votos, mas este resultado tem ainda de ser validado pelo Tribunal Constitucional, após recursos contenciosos.

Dez candidatos exigem a anulação do pleito. A oposição pede que as eleições sejam anuladas por "fraude maciça" e perante a impossibilidade de um eleitor em cada dois ir às urnas. 

A força de manutenção da paz da missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) disse na quarta-feira (06.01) que os rebeldes não tinham feito quaisquer progressos ou lançado quaisquer ataques durante os últimos 10 dias, exceto em Bangassou, 750 quilómetros a leste de Bangui.

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