Rappers angolanos garantem que vão continuar a contestação ao regime | Angola | DW | 04.09.2012

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Angola

Rappers angolanos garantem que vão continuar a contestação ao regime

Os jovens fundadores da plataforma na internet "Central 7311" prometem não desistir da sua luta, apesar de mais uma derrota nas eleições gerais angolanas, que consideram pouco transparentes e fraudulentas.

Jovens angolanos anti-regime

Jovens angolanos anti-regime

Quatro dias depois das eleições e depois de mais uma vitória muito clara do regime de José Eduardo dos Santos, chegou a altura, para os jovens revolucionários, de parar para pensar. Valeu a pena a luta? Ou será melhor desistir? Em entrevista à DW o rapper e ativista Carbono Casimiro mostra-se determinado e afirma que a luta é para continuar.

“Vamos continuar a trabalhar. Eu não acredito que nenhum de nós tenha ficado frustrado, pelo contrário”, afirma Carbono Casimiro. “Nós queremos que o movimento abranja toda a juventude, queremos que em toda a Angola haja jovens com espírito crítico”, acrescenta.

Será que Angola mudou depois destas eleições? Luaty Beirão, conhecido também pelo nome artístico de Ikonoklasta responde com a mesma determinação, “não sei dizer se as eleições marcam cisão entre ontem e amanhã, mas Angola está a mudar”.

“José Eduardo dos Santos não vai ter o mandato que queria”

Teka Pedrowski é outro dos jovens que se juntou ao movimento contestatário. Durante as eleições colaborou na recolha de dados de cidadãos em todo o território angolano, que reportavam irregularidades.

Os dados que foram inseridos numa página na internet que dá pelo nome de centralangola7311.net. Agora chegou o momento de fazer um primeiro balanço. “As eleições servem de lição para nós, estamos a aprender, vamos ver como será o próximo passo”, afirma.

“José Eduardo dos Santos não terá um mandato como queria, ele pensava que se poderia legitimar, mas isso não vai acontecer”,salienta Teka Pedrowski. “A máscara caiu, as coisas ficaram pior, principalmente pela forma descarada com se fez a fraude”.

Arte ao serviço da política

Para além do trabalho político de consciencialização e de ações de protesto, os jovens prometem ainda continuar com a vertente artística, nomeadamente com a música. “A vertente musical é uma das carruagens do nosso movimento e não vai ficar para trás, vamos continuar”, enfatiza Carbono Casimiro.

Autor: António Cascais (Luanda)
Edição: Helena Ferro de Gouveia / António Rocha

Ouvir o áudio 03:45

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