Quénia: Dois altos quadros detidos por alegada corrupção em ferrovia | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 11.08.2018
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Internacional

Quénia: Dois altos quadros detidos por alegada corrupção em ferrovia

O Ministério Público ordenou a detenção dos chefes da agência de terras públicas e da ferrovia estatal. Eles são acusados de corrupção na alocação de recursos para a nova ferrovia Nairobi-Mombasa.

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Construção da ferrovia Nairobi-Mombasa (2015)

As autoridades quenianas detiveram, este sábado (11.08), o chefe da agência que administra terras públicas e o chefe da ferrovia estatal por suspeita de corrupção sobre a alocação de terras para a nova ferrovia Nairobi-Mombasa, no valor de três mil milhões de dólares.

A linha que conecta a capital ao principal porto da África Oriental foi financiada pela China e é um dos maiores projetos de infraestrutura do Presidente Uhuru Kenyatta, cujo Governo iniciou uma campanha anticorrupção.

Mohammed Abdalla Swazuri, presidente da Comissão Nacional de Terras, foi um dos 18 funcionários, empresários e empresas citados num comunicado publicado este sábado no perfil do Ministério Público no Twitter. Também foi detido Atanas Kariuki Maina, diretor da Kenya Railways Corporation.

O promotor público Noordin Mohamed Haji ordenou as detenções e disse no comunicado que estava a se preparar para acusar outros funcionários. A agência de notícias Reuters não conseguiu contato com representantes de Swazuri e Maina para comentar as detenções.

A ferrovia, cujo projeto é alvo de investigações, foi inaugurada no ano passado. Entretanto, nenhuma empresa ou indivíduo chinês foi nomeado na declaração do promotor.

A investigação que levou às prisões está centrada em alegações de que funcionários do Governo esbanjaram dinheiro do contribuinte através de pedidos de indemnização pela terra usada para a ferrovia, disse um comunicado da agência de combate à corrupção citado pela Reuters, sem esclarecer quem fez as alegações.

Combate à corrupção

O Quénia foi atingido este ano por uma série de escândalos relacionados ao alegado roubo de milhares de dólares por funcionários de órgãos governamentais.

Analistas e empresários dizem que o Quénia, a economia mais rica da África Oriental per capita, perde uma porcentagem significativa de seu Produto Interno Bruto (PIB) anual para a corrupção e é difícil fazer negócios sem pagar subornos.

Noordin Mohamed Haji, nomeado por Kenyatta no início deste ano, está a apresentar acusações contra dezenas de funcionários do Governo e empresários em vários processos judiciais que ainda não foram iniciados.

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