Presidente francês agredido por popular | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 08.06.2021

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Internacional

Presidente francês agredido por popular

Vídeo a circular nas redes sociais mostra um cidadão a dar uma bofetada a Emmanuel Macron, durante uma visita que o Presidente francês está a efetuar à região do Drôme. Duas pessoas já foram detidas.

Num vídeo que circula nas redes sociais, o Presidente Emmanuel Macron parece ser chamado pela população que está a assistir à sua passagem na região do Drôme, no sudeste francês, dirige-se para cumprimentar várias pessoas e um dos populares puxa-o e dá-lhe uma bofetada, sem que os serviços de proteção presidenciais tivessem tido tempo de intervir. Entretanto, duas pessoas foram já detidas.

O Palácio do Eliseu limitou-se a confirmar que "um homem tentou agredir" o Presidente - embora o vídeo dê a impressão de que Macron realmente foi agredido -, e ressaltou que não comentaria mais o caso, embora tenha especificado que a interação do chefe de Estado com as pessoas no local continuou após o incidente.

Emmanuel Macron iniciou na semana passada um périplo de dois meses a França para contactar a população, mas também para preparar o terreno para as presidenciais de 2022, nas quais nem todas as sondagens lhe são favoráveis.

Esta não é a primeira vez que um dos seus encontros diretos com a população termina em incidentes. Em março de 2017, quando ainda era candidato à Presidência, foi atingido por um ovo numa visita ao Salão da Agricultura de Paris. Em junho de 2016, como ministro da Economia do Governo de François Hollande, um grupo de sindicalistas fez o mesmo em Montreuil, nos arredores da capital.

Condenações à esquerda e à direita

Vários líderes políticos já se manifestaram, criticando o ato do popular que esbofeteou o Presidente francês. "Nenhuma discordância deve levar à violência", disse Xavier Bertrand, do partido Les Republicains, enquanto François Jolivet, deputado do La Republique en Marche, afirmava que "agredir o Presidente é agredir a República".

Na Assembleia Nacional, o primeiro-ministro Jean Castex sublinhou que "a democracia é debate, diálogo, confronto, expressão de desentendimentos legítimos, mas não pode ser em caso algum violência, agressão verbal e muito menos agressão física". Na opinião do chefe do Governo, toda a democracia foi atacada.

A presidente do partido de extrema-direita Rassemblement Nationale, Marine Le Pen, escreveu no Twitter que, "embora o debate democrático deva ser duro, ele não pode tolerar violência física em nenhum caso". Por isso condenou com veemência o que aconteceu esta terça-feria (08.06), que classificou como "intolerável".

"Estão a começar a compreender, desta vez, que os violentos estão a passar aos atos?", escreveu, por sua vez, o líder do La Francia Insoumise, Jean-Luc Mélenchon, na mesma rede social.

Mélenchon esteve recentemente no centro da polémica ao garantir num programa de televisão que, na última semana da campanha presidencial, haveria "um incidente grave ou um assassinato".

A sua declaração foi rapidamente criticada e o próprio Emmanuel Macron fez um apelo, observando que "a vida democrática precisa de tranquilidade e respeito de todos, tanto dos líderes políticos quanto dos cidadãos".

A região do Drôme é a segunda paragem do chefe de Estado francês no périplo de cerca de 10 cidades que vai levar o governante ao encontro com os franceses e a apurar o impacto da pandemia no dia a dia das populações.

Assistir ao vídeo 02:05

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