Presidente de Angola volta às exonerações | Angola | DW | 21.06.2018
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Angola

Presidente de Angola volta às exonerações

O Presidente João Lourenço exonerou Augusto Tomás do cargo de ministro dos Transportes. E também demitiu três oficiais generais, entre os quais Leopoldino Fragoso do Nascimento, um dos maiores empresários angolanos.

Augusto Tomás é substituído no cargo por Ricardo Viegas de Abreu, até agora secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República. A informação consta de uma nota da Casa Civil do Presidente da República, enviada quarta-feira (20.06) à Lusa, que não adianta motivos para esta exoneração, a primeira entre os ministros empossados em setembro por João Lourenço.

Contudo, a exoneração de Augusto Tomás, antigo ministro da Economia e Finanças de Angola e na tutela dos Transportes desde a presidência de José Eduardo dos Santos, surge cerca de duas semanas depois da polémica em torno da anunciada parceria público-privada para a constituição de uma companhia aérea.

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O "homem do milagre económico" do MPLA

Já este mês, o Presidente angolano, João Lourenço, anunciou que a parceria não iria avançar, sem adiantar mais pormenores: "Não vai adiante, não vai sair, não vai acontecer, por se tratar de uma companhia fictícia".

Em maio último foi anunciado, em Luanda, a constituição do consórcio público-privado para lançar a Air Connection Express, que pretendia garantir voos domésticos em Angola e que juntava, além da companhia de bandeira TAAG, a Airjet, Air26, Diexim, Mavewa, Air Guicango, Bestfly e a SJL, algumas destas com relações a membros do Governo angolano.

 A construtora canadiana Bombardier chegou mesmo a anunciar a 06 de maio que iria fornecer, por 198 milhões de dólares (165 milhões de euros), seis aviões Q400 para a Air Connection Express, conforme contrato assinado em Luanda, na presença do ministro dos Transportes de Angola, Augusto Tomás.

Oficiais generais exonerados

O chefe de Estado angolano também exonerou de funções nas casas de Segurança e Militar do Presidente da República três oficiais generais, entre os quais o tenente-general Leopoldino Fragoso do Nascimento, considerado um dos maiores empresários do país. De acordo com uma nota da Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço exonerou os três oficiais generais ao abrigo da Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas "e depois de ouvido o Conselho de Segurança Nacional".

Além do tenente-general Leopoldino "Dino" Fragoso do Nascimento, que até agora ocupava o cargo de consultor do ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, foram ainda exonerados o general Henrique Futy, do cargo de assessor do Chefe da Casa Militar do Presidente da República, e o tenente-general Fernando de Brito Teixeira de Sousa e Andrade, do cargo de Consultor do Ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança. 

Vários artigos publicados nos últimos pelo portal de investigação angolana makaangola, do jornalista Rafael Marques, apontam o Leopoldino Fragoso do Nascimento como "testa-de-ferro" do anterior Presidente da República, José Eduardo dos Santos. O mesmo portal publicou em 2014 uma notícia dando conta que aquele oficial general tinha uma fortuna pessoal avaliada em mais de 1.000 milhões de dólares e participações em várias empresas, como a Puma Energy International ou o grupo Cochan, entre outros.

João Lourenço também assinou uma ordem a licenciar à reforma, "por limite de idade", o general Afonso Lopes Teixeira Garcia, que era consultor do ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e o tenente-general Inocêncio Yoba, em situação de inatividade temporária.

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